sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Maomé é citado na Bíblia?

O Islamismo não é tão diferente quanto você imagina

Mohammad na tradição bíblica:




Muhammad na Bíblia
Por Dr. Jamal Badawi
"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem eles acham  mencionado em sua Tora e no Evangelho..."
(Alcorão 7:157)
1. As Profecias Bíblicas sobre o Advento de Muhammad
Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé. 
2. As Bênçãos de Ismael e Isaac
Estaria o primogênito de Abraão (Ismael) e seus descendentes incluídos no pacto e na promessa de Deus? Alguns versículos da Bíblia podem ajudar a esclarecer  um pouco esta questão:
1) Gênesis 12:2-3 fala da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes antes que qualquer filho seu nascesse.
2) Gênesis 17:4 reitera a promessa de Deus após o nascimento de Ismael e antes do nascimento de Isaac.
3) Gênesis, cap. 21 Isaac é especialmente abençoado, mas Ismael, a quem Deus prometeu transformar em uma "grande nação", também é especialmente abençoado, principalmente em Gênesis 21:13, 18.
4) De acordo com Deuteronômio 2l:15-17, os direitos e privilégios tradicionais do primogênito não podem ser alterados por causa do "status" de sua mãe (seja uma mulher livre, como Sara, a mãe de Isaac, ou uma escrava, como Hagar, a  mãe de Ismael). Este fato, apenas confirma os princípios humanitários e morais de todas as crenças reveladas.
5) A legitimidade completa de Ismael como filho e "semente" de Abraão, e a legitimidade completa de sua mãe, Hagar, como esposa de Abraão, estão claramente declaradas em Gênesis 21:13 e 16:3.
Depois de Jesus, como o último profeta e mensageiro israelita, chegou a hora de a promessa de Deus, de abençoar Ismael e seus descendentes, ser cumprida.
Menos de 600 anos anos depois de Jesus, chegou o último mensageiro de Deus, Muhammad, da descendência de Abraão, através de Ismael. As bênçãos de Deus  sobre os dois principais ramos da árvore genealógica de Abraão estavam agora cumpridas. Mas, haverá outras provas que corroborem o fato de que a Bíblia, na verdade, predisse a chegada de Muhammad?
3. Muhammad: O Profeta como Moisés
Muito tempo depois de Abraão, a promessa de Deus de enviar um tão esperado Mensageiro foi repetida, desta vez nas palavras de Moisés.
Em Deuteronômio 18:18, Moisés assim falou sobre o profeta a ser enviado por Deus:
1) Dentre os familiares dos israelitas, numa clara referência aos seus primos ismaelitas porque Ismael era o outro filho de Abraão, a quem foi prometido, explicitamente, se tornar uma "grande nação".
2) Um profeta como Moisés. Jamais houve dois profetas tão semelhantes entre si como Moisés e Muhammad. Ambos receberam um extenso código legal de vida, ambos enfrentaram seus inimigos e foram vencedores de forma miraculosa, ambos eram aceitos como profetas/autoridades e ambos migraram em razão de conspirações para assassiná-los. As analogias entre Moisés e Jesus deixam passar, não somente essas semelhanças mas, também, outras importantes (por exemplo, o nascimento natural, vida familiar e morte de Moisés e Muhammad, mas não de Jesus, que era respeitado por seus seguidores como o Filho de Deus e não como um mensageiro de Deus, exclusivamente, como Moisés e Muhammad o eram e como os muçulmanos acreditam que Jesus era).
4. O Profeta Esperado tinha que Vir da Arábia
O Deuteronômio 33:1.2 combina as referências a Moisés, Jesus e Muhammad.
Fala de Deus (isto é, da revelação de Deus) chegando do Sinai, surgindo de Seir (provavelmente a cidade de As'ir, próxima a Jerusalém) e brilhando além de Paran. De acordo com Gênesis 2l:2l, o deserto de Paran era o lugar onde Ismael acampou (isto é, a Arábia, especificamente Macca).
Na verdade, a versão da Bíblia do Rei James, menciona os peregrinos passando pelo vale de Ba'ca (um outro nome de Macca) nos Salmos 84:4-6.
Isaías 42:1-13, fala do amado de Deus. Seu eleito e mensageiro que trará a lei a ser aguardada nas ilhas e que "não fracassará nem desanimará até que ele tenha fixado o julgamento sobre a terra." O versículo 11, liga aquele mensageiro aguardado aos descendentes de Ke'dar. Quem é Ke'dar? De acordo com o Gênesis 25:13, Ke'dar era o segundo filho de Ismael, o antepassado de Muhammad.
 
5. Estaria a Migração de Muhammad de macca para Medina
Profetizada na Bíblia?
Habakkuk 3:3 fala de Deus (ajuda de Deus) vindo de Te'man (um oásis ao norte de Medina, de acordo com o Dicionário da Bíblia deJ. Hasting) e do santo (vindo) de Paran. Aquele santo, que, sob perseguição, migrou de Paran (Macca) para ser recebido entusiasticamente em Medina, não era outro senão o profeta Muhammad.
Na verdade, o incidente da migração do profeta, e de seus seguidores perseguidos, está descrito com todas as cores em Isaías 21:13-17, assim como profetiza a batalha de Badr, na qual uns poucos fiéis desarmados, milagrosamente derrotaram os poderosos de Ke'dar, que queriam destruir o Islam e intimidar seus próprios companheiros, que se voltavam para o Islam.
6. O Nobre Alcorão foi Profetizado na Bíblia?
Durante 23 anos, as palavras de Deus (o Alcorão) foram sendo postas na boca de Muhammad. Ele  não foi o autor do Alcorão. O Alcorão foi ditado a ele pelo Anjo Gabriel, que pedia que Muhammad simplesmente repetisse as palavras, conforme ele as ia ouvindo. Estas palavras foram, então, guardadas na memória e escritas por aqueles que as ouviram durante a existência de Muhammad, e sob sua supervisão.
Seria, então, uma coincidência, que o profeta "como Moisés", da "família " dos israelitas (isto é, dos ismaelitas), fosse também descrito como aquele, em cuja boca Deus poria suas palavras, e que falaria em nome de Deus? (Deuteronômio 18:18) Também teria sido coincidência que o "Paracleto" , cuja chegada Jesus profetizou, fosse descrito como aquele que "não falar´ por ele, mas por aquilo que ele ouvirá, que ele falará ..."? (João 16:13)
Teria sido uma outra coincidência, que Isaías fizesse a conexão entre o mensageiro, ligado a Ke'dar, e uma nova canção (uma escritura numa nova língua) para ser cantada pelo Senhor? (Isaías 42:10-11). Mais explicitamente,  Isaías profetiza "com lábios balbuciantes, e uma outra língua, falará a seu povo" (Isaías 28:11). Este último versículo, descreve corretamente os "lábios balbuciantes" do Profeta Muhammad, refletindo o estado de tensão e concentração que ele atingiu durante o tempo da revelação. Um outro ponto é que o Alcorão foi revelado em pequenas doses, durante 23 anos. É interessante comparar este fato com Isaías 28:19, que fala a mesma coisa.
6. Aquele Profeta, o Paracleto, Muhammad
Na época de Jesus (a paz esteja sobre ele), os israelitas ainda esperavam por aquele profeta como Moisés, conforme profetizado em Deuteronômio 18:18. Quando João Batista chegou, foi-lhe perguntado se ele era o Cristo e ele respondeu "não". Então lhe perguntaram se era Elias, e ele lhes disse que "não". Então, numa aparente referência ao Deuteronômio 18:18, lhe perguntaram "Você é aquele Profeta?" e João respondeu que não (João 1:19-21).
No Evangelho segundo João (capítulos 14, 15, 16), Jesus falou do "Paracleto", ou o consolador, que chegaria depois dele, que seria enviado pelo pai como um outro Paracleto, que ensinaria novas coisas que os contemporâneos de Jesus não podiam entender. Ainda que o Paracleto seja descrito como o espírito da verdade, (cujo significado lembra o famoso título de Muhammad, Al-Amin, o honrado), ele é identificado em um único versículo como o Espírito Santo (João 14:26).
Contudo, tal designação é inconsistente com o perfil daquele Paracleto. Nas palavras do Dicionário da Bíblia (Ed. J. Mackenzie), "Estes itens, deve-se admitir, não são um quadro completamente coerente."
Na verdade, a história nos fala que muitos dos primeiros cristãos entendiam que o Paracleto era um homem e não um espírito. Isto talvez explicasse porque respondiam àqueles que reivindicavam, sem encontrar o critério estipulado por Jesus, ser ele o esperado "Paracleto".
O Profeta Muhammad (que a paz esteja sobre ele) foi o Paracleto., o Consolador, o socorredor, o admoestador enviado por Deus após Jesus. Ele testemunhou sobre Jesus, ensinou novas coisas que não poderiam ter sido ensinadas no tempo de Jesus, falou o que ele ouvia (revelação), habita entre os crentes (através de seus ensinamentos preservados). Tais ensinamentos permanecerão para sempre, porque ele foi o último mensageiro de Deus, o único Mensageiro Universal a unir toda a humanidade ao abrigo de Deus e no caminho da verdade PRESERVADA.
Ele falou sobre muitas coisas que estariam por vir nos mínimos detalhes, sobre o critério dado por Moisés para distinguir entre os falsos e os verdadeiros profetas (Deuteronômio 18:22). Ele reprovou o mundo do pecado, falou sobre a justiça e o julgamento (João 16:8-11).
7. A Mudança da Liderança Religiosa Foi Profetizada?
Após a rejeição do último profeta israelita, Jesus, já era tempo de que a promessa  de Deus, de fazer de Ismael uma grande nação, fosse cumprida (Gênesis 21:19, 18).
Em Mateus 21:19-21, Jesus falou da figueira sem frutos (um símbolo bíblico de herança profética) a ser liberada, após ter sido dada uma última chance de três anos (a duração do ministério de Jesus) para dar frutos. Em um versículo posterior, no mesmo capítulo, Jesus disse: Em verdade, vos digo: o reino de Deus será tomado de vós e entregue a uma nação que produzirá o fruto a partir daí."
(Mateus 21:43). Aquela nação dos descendentes dos ismaelitas (a pedra rejeitada em Mateus 21:42), que venceu todos os super-poderes de seu tempo, conforme profetizado por Jesus: "E quem quer que caia sobre esta pedra se quebrará, mas sobre quem ela cair, pulverizar-se-á." (Mateus 2l:44).
8. Coincidência?
Será possível que as numerosas profecias aqui citadas estejam, individualmente ou combinadas, no contexto das interpretações erradas? Será o contrário verdade, isto é, que tais versículos raramente estudados se encaixam e, consistente e claramente, apontam para o advento do homem que mudou o curso da história humana, Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele)? Será razoável concluir que todas essas profecias, que aparecem em diferentes livros da Bíblia, e ditas por vários profetas, em épocas diferentes, fossem todas coincidência? Se assim for, eis aqui uma outra estranha "coincidência"!
Um dos sinais do profeta que chegará de Paran (Macca),éé que ele virá "com 10.000 santos" (Deuteronômio 33:2 KJV). Este era o número de fiéis que acompanharam o Profeta Muhammad a Paran (Macca), em seu retorno vitorioso, sem derramamento de sangue, à sua terra natal, para destruir os símbolos remanescentes da idolatria na Ka'bah.
Caro Leitor:
Possa a luz da verdade brilhar em seu coração e mente. Que possa levá-lo no caminho da paz e da certeza nesta vida, e da felicidade eterna no Além.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Comemoração do Eid Al Fitr - O Final de Ramadã

Neste 17 de julho de 2015 comemoramos o final de Ramadã com uma reza emocionante e um café da manhã delicioso:

Apresentação da Mesquita de Santo Amaro durante o Takibiratil 'Id, a reza do final de Ramadã:


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Eid Al Fitr - Festa de Fim do Ramadã

O final do mês de Ramadã é celebrado com uma festa em comunidade:

Dia de visitar a mesquita e celebrar os esforços e conquistas do mês de jejum.


O Ramadã é considerado o mês mais alegre do ano, que termina com a maior celebração de todas: a quebra do jejum, Eid al-Fitr. Em todo o mundo, os muçulmanos celebram com luzes e decorações.
Celebra-se no primeiro dia do mês de Shawwal, o décimo mês do calendário islâmico.
O Eid começa com uma oração comunal no meio da manhã, realizada a princípio nas mesquitas, porém pode ser realizada em praças ou nas casas, quando o espaço nas mesquitas não for suficiente.
Antes do início da oração a congregação recita o Takbir, uma prece que glorifica a grandeza de Deus. Depois da oração segue-se um sermão (khutba) e uma oração especial que pede perdão e ajuda a todos os muçulmanos do mundo.
É tradição a realização de um grande almoço (o primeiro almoço que os muçulmanos tomam após o jejum diurno de um mês), geralmente na casa de um parente mais velho. É tradição, também, em alguns países árabes, as pessoas trocarem presentes entre si.
O primeiro Eid al-Fitr foi celebrado em 624 pelo profeta Muhammad e seus familiares e amigos em regozijo pela vitória na Batalha de Badr.
Durante a celebração, as pessoas vestem suas melhores roupas, decoram suas casas com luzes, proporcionam divertimento às crianças e visitam os amigos e a família.
Para muitas pessoas, um senso de generosidade, de gratidão e de boas maneiras é o principal tema do Eid al-Fitr e são muito importantes para o Ramadã. O mês sempre consistirá no auxílio dos muçulmanos na alimentação dos pobres e nas contribuições para suas mesquitas.
Quando os muçulmanos terminam o mês do jejum, partem com muitos benefícios que o Ramadã deixa para trás.
De acordo com a tradição muçulmana, o Ramadã:
  • Fortalece o vínculo da pessoa com Alá e educa a alma a observar as obrigações de devoção de acordo com os ensinamentos do Alcorão;
  • Impõe paciência e determinação;
  • Desenvolve o princípio da sinceridade, afastando o ser individual da arrogância e da vaidade;
  • Desenvolve o bom caráter, em especial a honestidade e a confiança;
  • Encoraja o indivíduo a deixar os maus hábitos e mudar suas circunstâncias para melhor;
  • Intensifica a generosidade, a hospitalidade e o dom da caridade;
  • Reforça os sentimentos de unidade e irmandade entre os muçulmanos;
  • Suscita ordem e cumprimento rigoroso dos valores do período;
  • Serve como uma oportunidade para as crianças executarem a obediência e praticarem as leis islâmicas de adoração;
  • Oferece a chance de equilibrar a atenção da pessoa tanto para as necessidades físicas como para as espirituais.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Noite do Decreto

As dez últimas noites do mês de Ramadã:


(Vídeo explicativo sobre a importância deste período)



Dentro da tradição islâmica as últimas dez noites do mês de Ramadã são as mais importantes e abençoadas de todo o ano. O motivo: em uma destas noites o profeta Mohammad (Maomé) recebeu a visita do arcanjo Gabriel pela primeira vez, no ano de 610 d.C. Nesta noite foram revelados os cinco versículos que comporiam mais tarde a surata (capítulo) 96 do Alcorão, chamado "O Coágulo" (Al Alac). Nestes versículos Deus diz a Mohammad: "Recita, em nome do do teu Senhor que criou, criou o homem de um coágulo. Recita, que o teu Senhor é Generosíssimo. Que ensinou através do cálamo. Ensinou ao homem o que este não sabia".

A partir desta revelação Mohammad se tornou o profeta do Islamismo. Nos próximos 23 anos ele será o guia da Nação muçulmana e daí para sempre será reconhecido como um ser humano abençoado e escolhido por Deus como o último profeta enviado aos seres humanos.
Na surata 97 Deus revela a Mohammad o verdadeiro significado desta "Noite do Decreto": "Sabei que revelamos o Alcorão na Noite do Decreto. E o que te fará entender o que é a Noite do Decreto? A Noite do Decreto é melhor do que mil noites. Nela descem os anjos e o Espírito (Anjo Gabriel), com a anuência do teu Senhor, para executar todas as Suas ordens. Ela é paz até o romper da aurora".
Por estes motivos estas últimas dez noites devem ser reservadas a uma dedicação ainda maior de todos os muçulmanos. Eles que vêm cumprindo o Ramadã e seu jejum devem redobrar seus esforços e sua caridade nestes últimos dias

No calendário gregoriano este período será entre 07 e 17/07/2015.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Por que os Muçulmanos jejuam neste Mês?

Jejum de Ramadan (Saum)
Vídeo explicativo no final


Uma outra característica moral e espiritual do Islã é a instituição prescrita do jejum. Na sua definição literal, o Jejum significa abstinência completa de comer, beber, ter relações íntimas, e fumar no espaço de antes da alvorada até o pôr do Sol, durante todo o mês de Ramadã que é o nono mês do ano Islâmico. Mas seria um grave erro restringir o sentido do jejum Islâmico a essas definições literais.

Ao introduzir esta instituição sem par, o Islã plantou uma arvore de virtude infinita e frutos inestimáveis. Eis algumas explicações do significado espiritual do Jejum Islâmico.

1. Ensina ao homem o princípio do amor sincero porque se este respeitar o Jejum, provará o seu amor profundo a Deus. E quem ama Deus sinceramente sabe deveras o que é o amor.
2. Confere ao homem um sentido criador de Esperança e uma atitude otimista perante a realidade; porque fazendo Jejum, este espera agradar a Deus e procura a Graça d’Ele.
3. Dá ao homem uma genuína virtude de devoção ofensiva, de honesta dedicação e aproxima-o de Deus; porque é por Deus e por amor d’Ele que o homem faz Jejum.
4. Cultiva no homem uma consciência vigilante e sã; porque a pessoa faz Jejum em privado assim como em publico. Com respeito ao Jejum, nomeadamente, não há nenhuma autoridade mundana a controlar o comportamento da pessoa ou a obrigá-la a respeitar o Jejum. Esta faz Jejum para agradar a Deus e satisfazer a sua consciência de crente, em particular e em publico. Não existe melhor método para cultivar uma consciência sã.
5. Incentiva no homem a paciência e o altruísmo; porque, ao fazer Jejum, a pessoa sente o sofrimento da privação, mas resiste com paciência. É verdade que essa privação é só temporária; no entanto, sem duvida nenhuma é uma experiência que faz com que a pessoa compreenda o grave efeito deste sofrimento nos que talvez careçam dos bens essenciais durante dias ou semanas e alguns até meses inteiros. O sentido social e humanitário desta experiência é fazer com que essa pessoa simpatize com os seus sentimentos e satisfaça as necessidades deles mais depressa do que qualquer outra. E esta é uma expressão eloquente de altruísmo e verdadeira simpatia.
6. É uma verdadeira lição de aplicação da moderação e força de vontade. Quem fizer Jejum corretamente pode com certeza disciplinar os seus desejos apaixonados e colocar o seu ser acima das tentações físicas, Tal é o homem de personalidade e caráter, de vontade e determinação fortes.
7. Dá ao homem uma alma transparente para transcender, uma mente clara para pensar e um corpo leve para se mover e agir. Tudo isso é o resultado infalível dum estomago leve, o que tem sido comprovado pelas instruções medicas, regras biológicas e experiência intelectual.
8. Ensina ao homem uma nova maneira de fazer poupança judiciosas e planificar corretamente os gastos; porque a redução de comida e das refeições implica normalmente poupança de dinheiro e energia. É um curso espiritual de economia domestica e planificação dos gastos.
9. facilita ao homem o domínio da arte da adaptabilidade madura. Podemos compreendê-lo facilmente se notarmos que o Jejum faz mudar inteiramente o curso da vida diária. Por causa desta mudança, o homem adapta-se naturalmente a um novo sistema e reage para corresponder as novas condições. Com o tempo, desenvolve-se nele um judicioso sentido de adaptabilidade e uma força espontânea de superar as dificuldades imprevista da vida. Quem apreciar a adaptabilidade construtiva e a coragem avaliara desde já os efeitos do Jejum a esse respeito.
10. Cultiva no homem a disciplina e a sobrevivência saudável. Ao respeitar o curso regular do Jejum nos dias seguidos do mês sagrado e nos meses sagrados ano após ano, a pessoa submete-se com certeza a uma alta forma de disciplina e a elevado sentido da ordem. Da mesma maneira, ao aliviar o estomago, relaxando o aparelho digestivo, a pessoa assegura não apenas o corpo mas também a alma, contra o perigo resultante dum estomago sobrecarregado. Ao relaxar-se desta maneira, o homem assegura-se de que seu corpo vai sobreviver longe das perturbações e desordens habituais, e a sua alma não deixara de brilhar em paz e pureza.
11. Cria no homem o verdadeiro espírito de dedicação social, de unidade, fraternidade e de igualdade perante Deus assim como perante a Lei. Tal espírito emana naturalmente do fato da pessoa que Jejua sentir que pertence a sociedade muçulmana toda (Ummah), por cumprir o mesmo dever da mesma maneira e ao mesmo tempo, pelas mesmas razões e com o mesmo intuito. Nenhum sociólogo poderá afirmar ter existido em qualquer período da historia alguma coisa comparável a esta notável instituição do Islã.
12. É uma prescrição divina para readquirir a confiança em si próprio e exercer o auto-controle, para assegurar a vitória e a paz. Estes resultados nunca deixam de ser manifestar como viva realidade na alma de quem saber fazer o Jejum. Se o fizer corretamente, a pessoa poderá controlar-se, comandar totalmente as sua paixões, disciplinar os seus desejos e resistir a todas as tentações do mal. Por conseqüência, será capaz de readquirir a confiança em si próprio, de recuperar a dignidade e integridade e de se libertar do cativeiro do mal. Obtendo isso tudo, a pessoa consegue a paz da alma, que é a fonte da paz permanente com Deus, e portanto com todo o Universo.