quinta-feira, 16 de julho de 2015

Eid Al Fitr - Festa de Fim do Ramadã

O final do mês de Ramadã é celebrado com uma festa em comunidade:

Dia de visitar a mesquita e celebrar os esforços e conquistas do mês de jejum.


O Ramadã é considerado o mês mais alegre do ano, que termina com a maior celebração de todas: a quebra do jejum, Eid al-Fitr. Em todo o mundo, os muçulmanos celebram com luzes e decorações.
Celebra-se no primeiro dia do mês de Shawwal, o décimo mês do calendário islâmico.
O Eid começa com uma oração comunal no meio da manhã, realizada a princípio nas mesquitas, porém pode ser realizada em praças ou nas casas, quando o espaço nas mesquitas não for suficiente.
Antes do início da oração a congregação recita o Takbir, uma prece que glorifica a grandeza de Deus. Depois da oração segue-se um sermão (khutba) e uma oração especial que pede perdão e ajuda a todos os muçulmanos do mundo.
É tradição a realização de um grande almoço (o primeiro almoço que os muçulmanos tomam após o jejum diurno de um mês), geralmente na casa de um parente mais velho. É tradição, também, em alguns países árabes, as pessoas trocarem presentes entre si.
O primeiro Eid al-Fitr foi celebrado em 624 pelo profeta Muhammad e seus familiares e amigos em regozijo pela vitória na Batalha de Badr.
Durante a celebração, as pessoas vestem suas melhores roupas, decoram suas casas com luzes, proporcionam divertimento às crianças e visitam os amigos e a família.
Para muitas pessoas, um senso de generosidade, de gratidão e de boas maneiras é o principal tema do Eid al-Fitr e são muito importantes para o Ramadã. O mês sempre consistirá no auxílio dos muçulmanos na alimentação dos pobres e nas contribuições para suas mesquitas.
Quando os muçulmanos terminam o mês do jejum, partem com muitos benefícios que o Ramadã deixa para trás.
De acordo com a tradição muçulmana, o Ramadã:
  • Fortalece o vínculo da pessoa com Alá e educa a alma a observar as obrigações de devoção de acordo com os ensinamentos do Alcorão;
  • Impõe paciência e determinação;
  • Desenvolve o princípio da sinceridade, afastando o ser individual da arrogância e da vaidade;
  • Desenvolve o bom caráter, em especial a honestidade e a confiança;
  • Encoraja o indivíduo a deixar os maus hábitos e mudar suas circunstâncias para melhor;
  • Intensifica a generosidade, a hospitalidade e o dom da caridade;
  • Reforça os sentimentos de unidade e irmandade entre os muçulmanos;
  • Suscita ordem e cumprimento rigoroso dos valores do período;
  • Serve como uma oportunidade para as crianças executarem a obediência e praticarem as leis islâmicas de adoração;
  • Oferece a chance de equilibrar a atenção da pessoa tanto para as necessidades físicas como para as espirituais.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Noite do Decreto

As dez últimas noites do mês de Ramadã:


(Vídeo explicativo sobre a importância deste período)



Dentro da tradição islâmica as últimas dez noites do mês de Ramadã são as mais importantes e abençoadas de todo o ano. O motivo: em uma destas noites o profeta Mohammad (Maomé) recebeu a visita do arcanjo Gabriel pela primeira vez, no ano de 610 d.C. Nesta noite foram revelados os cinco versículos que comporiam mais tarde a surata (capítulo) 96 do Alcorão, chamado "O Coágulo" (Al Alac). Nestes versículos Deus diz a Mohammad: "Recita, em nome do do teu Senhor que criou, criou o homem de um coágulo. Recita, que o teu Senhor é Generosíssimo. Que ensinou através do cálamo. Ensinou ao homem o que este não sabia".

A partir desta revelação Mohammad se tornou o profeta do Islamismo. Nos próximos 23 anos ele será o guia da Nação muçulmana e daí para sempre será reconhecido como um ser humano abençoado e escolhido por Deus como o último profeta enviado aos seres humanos.
Na surata 97 Deus revela a Mohammad o verdadeiro significado desta "Noite do Decreto": "Sabei que revelamos o Alcorão na Noite do Decreto. E o que te fará entender o que é a Noite do Decreto? A Noite do Decreto é melhor do que mil noites. Nela descem os anjos e o Espírito (Anjo Gabriel), com a anuência do teu Senhor, para executar todas as Suas ordens. Ela é paz até o romper da aurora".
Por estes motivos estas últimas dez noites devem ser reservadas a uma dedicação ainda maior de todos os muçulmanos. Eles que vêm cumprindo o Ramadã e seu jejum devem redobrar seus esforços e sua caridade nestes últimos dias

No calendário gregoriano este período será entre 07 e 17/07/2015.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Por que os Muçulmanos jejuam neste Mês?

Jejum de Ramadan (Saum)
Vídeo explicativo no final


Uma outra característica moral e espiritual do Islã é a instituição prescrita do jejum. Na sua definição literal, o Jejum significa abstinência completa de comer, beber, ter relações íntimas, e fumar no espaço de antes da alvorada até o pôr do Sol, durante todo o mês de Ramadã que é o nono mês do ano Islâmico. Mas seria um grave erro restringir o sentido do jejum Islâmico a essas definições literais.

Ao introduzir esta instituição sem par, o Islã plantou uma arvore de virtude infinita e frutos inestimáveis. Eis algumas explicações do significado espiritual do Jejum Islâmico.

1. Ensina ao homem o princípio do amor sincero porque se este respeitar o Jejum, provará o seu amor profundo a Deus. E quem ama Deus sinceramente sabe deveras o que é o amor.
2. Confere ao homem um sentido criador de Esperança e uma atitude otimista perante a realidade; porque fazendo Jejum, este espera agradar a Deus e procura a Graça d’Ele.
3. Dá ao homem uma genuína virtude de devoção ofensiva, de honesta dedicação e aproxima-o de Deus; porque é por Deus e por amor d’Ele que o homem faz Jejum.
4. Cultiva no homem uma consciência vigilante e sã; porque a pessoa faz Jejum em privado assim como em publico. Com respeito ao Jejum, nomeadamente, não há nenhuma autoridade mundana a controlar o comportamento da pessoa ou a obrigá-la a respeitar o Jejum. Esta faz Jejum para agradar a Deus e satisfazer a sua consciência de crente, em particular e em publico. Não existe melhor método para cultivar uma consciência sã.
5. Incentiva no homem a paciência e o altruísmo; porque, ao fazer Jejum, a pessoa sente o sofrimento da privação, mas resiste com paciência. É verdade que essa privação é só temporária; no entanto, sem duvida nenhuma é uma experiência que faz com que a pessoa compreenda o grave efeito deste sofrimento nos que talvez careçam dos bens essenciais durante dias ou semanas e alguns até meses inteiros. O sentido social e humanitário desta experiência é fazer com que essa pessoa simpatize com os seus sentimentos e satisfaça as necessidades deles mais depressa do que qualquer outra. E esta é uma expressão eloquente de altruísmo e verdadeira simpatia.
6. É uma verdadeira lição de aplicação da moderação e força de vontade. Quem fizer Jejum corretamente pode com certeza disciplinar os seus desejos apaixonados e colocar o seu ser acima das tentações físicas, Tal é o homem de personalidade e caráter, de vontade e determinação fortes.
7. Dá ao homem uma alma transparente para transcender, uma mente clara para pensar e um corpo leve para se mover e agir. Tudo isso é o resultado infalível dum estomago leve, o que tem sido comprovado pelas instruções medicas, regras biológicas e experiência intelectual.
8. Ensina ao homem uma nova maneira de fazer poupança judiciosas e planificar corretamente os gastos; porque a redução de comida e das refeições implica normalmente poupança de dinheiro e energia. É um curso espiritual de economia domestica e planificação dos gastos.
9. facilita ao homem o domínio da arte da adaptabilidade madura. Podemos compreendê-lo facilmente se notarmos que o Jejum faz mudar inteiramente o curso da vida diária. Por causa desta mudança, o homem adapta-se naturalmente a um novo sistema e reage para corresponder as novas condições. Com o tempo, desenvolve-se nele um judicioso sentido de adaptabilidade e uma força espontânea de superar as dificuldades imprevista da vida. Quem apreciar a adaptabilidade construtiva e a coragem avaliara desde já os efeitos do Jejum a esse respeito.
10. Cultiva no homem a disciplina e a sobrevivência saudável. Ao respeitar o curso regular do Jejum nos dias seguidos do mês sagrado e nos meses sagrados ano após ano, a pessoa submete-se com certeza a uma alta forma de disciplina e a elevado sentido da ordem. Da mesma maneira, ao aliviar o estomago, relaxando o aparelho digestivo, a pessoa assegura não apenas o corpo mas também a alma, contra o perigo resultante dum estomago sobrecarregado. Ao relaxar-se desta maneira, o homem assegura-se de que seu corpo vai sobreviver longe das perturbações e desordens habituais, e a sua alma não deixara de brilhar em paz e pureza.
11. Cria no homem o verdadeiro espírito de dedicação social, de unidade, fraternidade e de igualdade perante Deus assim como perante a Lei. Tal espírito emana naturalmente do fato da pessoa que Jejua sentir que pertence a sociedade muçulmana toda (Ummah), por cumprir o mesmo dever da mesma maneira e ao mesmo tempo, pelas mesmas razões e com o mesmo intuito. Nenhum sociólogo poderá afirmar ter existido em qualquer período da historia alguma coisa comparável a esta notável instituição do Islã.
12. É uma prescrição divina para readquirir a confiança em si próprio e exercer o auto-controle, para assegurar a vitória e a paz. Estes resultados nunca deixam de ser manifestar como viva realidade na alma de quem saber fazer o Jejum. Se o fizer corretamente, a pessoa poderá controlar-se, comandar totalmente as sua paixões, disciplinar os seus desejos e resistir a todas as tentações do mal. Por conseqüência, será capaz de readquirir a confiança em si próprio, de recuperar a dignidade e integridade e de se libertar do cativeiro do mal. Obtendo isso tudo, a pessoa consegue a paz da alma, que é a fonte da paz permanente com Deus, e portanto com todo o Universo.


sábado, 24 de janeiro de 2015

Controle da Natalidade no Islamismo


Controle da Natalidade
Antes de falarmos sobre controle de natalidade no Islã devemos lembrar o que norteia o pensamento de um muçulmano: sua fé irrestrita em Allah, o Criador e Sustentador do universo. Sabemos que a criação de Deus é equilibrada e proporcional, Ele sabe melhor os recursos necessários para o sustento de suas criaturas, então o argumento dos descrentes como a necessidade de controlar a população mundial devido à escassez de recursos para alimentação ou espaço para habitação não é válida para os muçulmanos. Deus possibilitou ao homem a capacidade de raciocínio, com isso aumentando os meios de produção e distribuição de alimentos através de desenvolvimentos técnicos e transportes modernos. A falta de alimentos no mundo não é real mas sim aparente, baseando-se em pré-supostos fictícios.
O Islã encoraja o casamento e reprova o celibato, sendo a reprodução um dos objetivos da união entre homens e mulheres.Outro objetivo do casamento é a satisfação sexual, por tanto o 'Azl (interrupção do coito) é permitido, onde ambos satisfazem suas paixões carnais evitando a concepção.
O alcorão não faz nenhuma menção direta sobre esse assunto porém consta no Al Bukhari e Musslim um hadice em que Jabir(raa) narra que praticava o 'Azl e o Profetatinha sido informado disso, não tendo proibido tal prática. Essa prática é permitida somente com o consentimento da mulher, isso é unânime entre os quatro grandes a'uma.



Há motivos válidos para essa prática como por exemplo: no caso da saúde física e mental da mulher ser afetada ou quando a mulher precisa de um intervalo entre as gestações para recuperar seu organismo, é recomendado um intervalo de aproximadamente 2 anos e meio entre as gestações para que a mãe possa alimentar com o leite materno e dar a devida atenção à criança. O Profeta era contra a mulher engravidar no período da amamentação, chamava isso de Al-Ghailah, isto é, assalto à criança.
“Com dificuldade sua mãe o carrega durante a gestação e, posteriormente com dificuldade lhe dá à luz. E da sua concepção até a sua ablactação há um espaço de trinta meses.” (Sura: 46, versículo 15)
É igualmente permitido recorrer a métodos anticonceptivos quando os tempos são mal e impera a corrupção. (Raddal Mukhtar).
Quando o casal não está bem e corre um risco de separação é aconselhado que a mulher não engravide. Havendo risco de alteração genética hereditária, é melhor evitar a procriação.
Caso o marido pense que sua esposa não saberá educar corretamente os filhos pode evitá-los, afinal o islam estimula uma geração de bons muçulmanos, bem gerados e bem criados para que pertençam ao grupo dos virtuosos que protegem o islam de seus inimigos!
O Azl foi o único método contraceptivo praticado na época do Profeta, por isso há controvérsias sobre os métodos anticonceptivos modernos, mas é certo que qualquer método utilizado pela mulher deve ter o consentimento de seu marido. A mulher também não pode prevenir a gravidez por questões estéticas, nem usar um método que seja prejudicial à sua saúde.
Imam e jurista Ibn Taimiyah Al-Hambali diz que por haver divergências entre os 'Ulama quanto ao selar o útero, quer dizer, não permitir a chegada do espermatozóide ao útero, então o mais prudente é não recorrer a tais métodos (selar a abertura do útero pode ser feito com métodos de barreira, como preservativos, diafragmas , DIU ou ainda métodos químicos, como é o caso da pílula).
Ibn Abidin Ash-Shami considera permissível selar a abertura do útero.
Ibn Nujaim, o jurista Hanafi está de acordo com a permissão de selar a entrada do útero desde que o marido concorde com isso e não haja prejuízo na saúde da mulher, isso nos alerta para o uso das pílulas pois sabemos que muitas delas têm graves efeitos colaterais que prejudicam a saúde feminina.
Cirurgias para esterilização são proibidas, tanto para o homem quanto para mulher, salvo se a mulher possui algum problema de saúde grave como câncer no aparelho reprodutivo, então ela pode fazer a cirurgia para retirada do órgão pois há prioridade na vida já existente.
A castração é uma alteração na criação de Deus e isto é considerado haram!
O islam aceita os métodos anticoncepcionais temporários desde que estes apresentem uma justificativa lícita.
Outra divergência existente é sobre evitar os filhos por questões financeiras. Alguns consideram isso falta de fé, uma vez que o nosso sustento vem de Deus, porém todas as criaturas têm que realizar um esforço para seu sustento e não é certo deixar um filho passar privações. Não é permitido evitar a gravidez devido a campanhas governamentais, Allah é nosso legislador e um governo secular não tem o direito de interferir em uma decisão de cunho íntimo e pessoal.
“E não existe coisa alguma cujos tesouros não estejam em Nosso poder, e não os enviamos, senão proporcionalmente.” (Sura: 15, versículo: 21)
A mentalidade islâmica se difere da maneira de pensar das outras culturas, não podemos nos deixar levar por falsos argumentos de planejamento familiar usado pelos governos usurpadores dos direitos divinos, sabemos que os recursos necessários para nossa sobrevivência vêm de Allah e Ele não está desatento às suas criaturas.
“Ele criou todas as coisas e determinou-as na medida certa.” (Sura: 25, versículo: 2)
No islam o melhor planejamento familiar é o baseado nos recursos, devendo-se sempre primar pela justiça e honestidade no seu uso e distribuição. Todo ser humano se for convenientemente educado é susceptível a criar mais riquezas do que as que ele necessita para sua subsistência, podendo dar mais do que aquilo que os seus pais nele investiram. A falta de recursos que encontramos em determinadas regiões é um fator social, onde as grandes potências exploram as regiões mais pobres, deixando-as em estado de miséria! Países ricos jogam fora grandes quantidades de alimentos para manter seus preços satisfatórios para o enriquecimento de poucos! Não podemos nos deixar enganar pelas falsas propagandas feitas pelos governos injustos sobre a falta de recursos naturais. Uma sociedade que deixa de procriar demonstra que deixou de ser criativa e produtora. Os que advogam o controle de natalidade tendo por base a explosão demográfica, querem manter intacta a organização sócio-econômica de uma sociedade injusta, ao invés de eliminarem os privilégios, baixando os níveis de ostentação, propõe ao povo o controle da natalidade.
Esse controle quando praticado como política nacional também contribui para enfraquecer os laços entre o casal, as crianças constituem um meio de reforço entre marido e esposa, em geral casais que não procriam acabam se separando.
Allah é o melhor conhecedor dos métodos para o controle populacional no mundo, as guerras, que sempre existiram e continuarão até que haja justiça e as catástrofes naturais são maneiras de controle, por isso é desnecessária a preocupação com a densidade demográfica. O muçulmano deve fortalecer seu iman, educar bem seus filhos para que o número de indivíduos na sociedade islâmica se expanda, em quantidade e qualidade, para que o inimigo volte a nos temer e o islam retome o controle político-social em suas terras. Não devemos ter medo de gerar filhos e sim temer a desobediência a Allah, o Soberano sobre todas as coisas!
Observações Relacionadas à Natalidade:
Infertilidade:
Nos casos de infertilidade pode-se procurar auxílio da medicina para ajudar nessa questão, o Profeta estimulava as pessoas a procurarem cura para suas doenças. Pode-se optar por cuidar de um órfão embora a adoção legal no islam não seja permitida pois isso acarreta em alguns problemas: o filho adotivo não é mahram de sua tutora, então quando essa criança atinge a puberdade a mulher deve cobrir-se com o hijab, a mesma coisa se dá para a menina, quando ela atinge a puberdade deve-se cobrir na frente de seu guardião. Outro problema é em relação à herança, o filho adotivo não tem direito legal sobre ela mas seus tutores podem fazer um testamento para a criança adotada desde que este não exceda um terço das propriedades. Também pode haver casamento com seu irmão adotivo. O cuidado com o órfão é uma ótima caridade mas não existe uma mudança de paternidade no islam, a criança deve saber sua condição de órfã e sua verdadeira paternidade.
Inseminação Artificial:
É uma técnica permitida desde que o esperma utilizado seja do próprio marido.Para se conseguir o esperma o homem passa pela masturbação o que é considerado haram porém Allah, o Sapiente, permite certas coisas que em situações normais são proibidas, isso para se alcançar objetivos mais elevados, nesse caso esse ato é realizado não para aquisição de prazer mas sim na tentativa de resolver os problemas da infertilidade, uma vez que o nascimento de uma criança fortalece os laços do casamento.
Os bancos de esperma são proibidos no islam, pois isso causa problemas quanto à paternidade da criança, uma mulher não pode usar o sêmen de seu marido quando esse morre, pois ao morrer o casamento se desfaz.
Clonagem:
A clonagem de plantas e animais é permitida caso seu uso seja para benefício do ser humano, com fins medicinais.O Profeta disse; “Oh servos de Deus, procurai o tratamento, porque Deus não enviou nenhuma doença sem que enviasse também a cura.”   
A clonagem de seres humanos é proibida pois seus fins não são lícitos, como por exemplo alterações genéticas visando o prolongamento da vida, uma vez que sabemos que o detentor da vida e morte das pessoas é Allah ou busca de fama pelos cientistas. A extensão da clonagem para seres humanos criará problemas morais e sociais extremamente complexos e intratáveis sendo por isso considerado haram. O uso desse meio para criação de filhos é diferente do método natural que Deus instituiu para procriação, isso pode gerar filhos sem a intervenção do pai, o que iria gerar um desequilíbrio social. A clonagem também pode gerar preconceitos contra aqueles que não têm as características genéticas “superiores”.
Mães de Aluguel:
São aquelas que introduzem em seu ventre o óvulo fecundado de outra mulher por essa apresentar incapacidade para gerar um filho devido a algum problema no útero.Esse óvulo pode ser fecundado com o sêmen do próprio marido, por inseminação “in vitro(bebê de proveta)” e introduzido no útero da “mãe de aluguel” a qual apenas sustenta o feto da outra mulher. O islam não aceita esse método, isso é considerado haram. O corpo que Deus nos deu é um “amánah” (está confiado a nós, prestaremos contas a respeito de seu uso), então não podemos alugar aquilo que não nos pertence de fato.
Diz no alcorão sagrado: “Suas mães não são senão aquelas que os deram à luz.” (Sura: 58, versículo: 2), nessa passagem fica clara a proibição de úteros de aluguel. Esse fato é bem diferente do aleitamento feito por uma outra mulher que não a mãe biológica, onde a criança é apenas nutrida e não gerada por outra, mesmo assim a ama de leite é considerada mãe da criança que ela alimentou ficando proibido o casamento entre irmãos de leite.
Na prática, no aluguel de útero encontramos mais problemas do que benefícios tornando-se ilícita sua prática. Alguns desses problemas:
É contra o processo natural de procriação feito por Deus.
A experiência da gravidez fica desvalorizada e a mulher pode-se sentir como um objeto, uma mera incubadora, o que pode acarretar desvios emocionais.
Jovens alugarão seus úteros com finalidades de ganho financeiro, gerando transtornos para o casamento e transformando a mulher em objeto de comércio.
A mãe de aluguel poderá reclamar seus direitos sobre a criança gerada.
Confusão nas relações consangüíneas.
Fertilização Após a Morte do Marido:
Os teólogos são de opinião de que a fertilização póstuma pelo esperma congelado do marido é haram, pois quando há morte o laço de casamento se desfaz, então se a mulher deixar-se fertilizar por esse sêmen estará cometendo zina.
O Aborto:
É quando ocorre a interrupção voluntária ou involuntária da gravidez, pode ser espontâneo ou decorrentes de ferimentos físicos ou alterações internas, pode ainda ocorrer devido a intervenção humana e isso pode ser feito antes da alma ser soprada no feto ou depois(a alma é soprada no feto aos 4 meses de gestação).Vamos abordar aqui o aborto feito através da intervenção humana pois isso tem implicações legais, éticas e religiosas.
A vida é considerada sagrada no islam sendo haram tirar a vida de qualquer ser humano sem justa causa como: defesa de causa legítima, execução de sentença judicial, retaliação ou auto defesa.
Deus diz:
“E não matei o ser que Deus proibiu matar, exceto com justa razão.” (Surata: 17, versículo: 33)
“E não mateis a vós próprios (não cometeis suicídio).” (Surata:4, versículo: 29)
“E não mateis vossos filhos por recear a pobreza, pois Nós os sustentamos bem como a vós.Sabei que o seu assassinato é um grande erro.” (Surata: 17, versículo: 31).
A Shari'a estipula que o feto é um ser humano e tem direito a vida, a lei islâmica estipula o adiamento da pena de morte caso a mulher esteja grávida, até esta dar a luz e o aleitamento do bebê for estipulado por uma ama de leite. O feto também goza do direito a herança, por tanto caso seu pai morra antes de seu nascimento é esperado que ele nasça para ser partilhada a herança. O feto é uma pessoa numa fase ainda não totalmente desenvolvida.
Em caso de violação sexual, na visão da maioria dos sábios, o islam não advoga o aborto pois isso seria como matar um inocente ao invés de castigar o promotor do crime, nesse caso quando possível, a mulher deve tomar remédios para evitar a gravidez, como é o caso nos dias de hoje da “pílula do dia seguinte” e o agressor deve ser condenado a severo castigo como por exemplo a pena de morte. O melhor a fazer para evitar os casos de estupro é purificar a sociedade das tentações e resguardar a mulher, o islam sempre procura resolver os problemas através de suas raízes, buscando a prevenção, mas caso isso falhe aplica-se as devidas penas para o agressor e protege-se a vítima.
Alguns Úlama' aceitam o aborto numa situação de abuso sexual desde que seja antes dos 4 meses de gravidez, tempo no qual é insuflada a alma na pessoa, depois disso é unânime que o ato se torna haram.
Muitos sábios também aceitam o aborto dentro desse período nos casos de: risco de transmissão de doenças genéticas ou defeito congênito grave no feto que seja incompatível com a vida. Já o Darul Iftá da Arábia Saudita afirma num fatwa que o aborto não pode ser admitido em nenhuma situação, segundo essa fatwa devemos prevenir, dentro do possível, os casos de alteração genética seguindo os ensinamentos das sunnas. O Profeta Mohammad diz: “casai com pessoas distantes(não com familiares próximos) para evitar uma progênie fraca.” E dirigindo-se aos jovens aconselha-os a casarem-se cedo.
Quando temos um bebê com deformidades físicas ou alterações mentais, tendo tomado as precauções devidas, devemos aceitá-lo pois é um decreto divino e a recompensa para os pais que amam essa criança é igual a dos Shahid (mártir).
Opinião das Quatro Escolas de Jurisprudência Acerca do Aborto:
Ibn Abidin, seguidor do Imam Abu hanifa defende que com uma justificativa que seja relevante, como é o caso das já descritas acima, é permitido o aborto antes dos 4 meses de gestação.
Os seguidores do Imam Malik defendem que o aborto não é permitido depois que o sêmen já estiver implantado no útero, nem mesmo nos primeiros quarenta dias de gestação.Os seguidores do Imam Shafei concordam com esse ponto de vista.
Quanto aos seguidores do Imam Ahmad Ibn Hambal estipula-se, para quem causa o aborto, o pagamento de uma indenização pela perda de uma vida, então nesse caso o aborto também é considerado haram., inclusive se alguém bate na barriga de uma gestante, causando a morte do feto, deve pagar a indenização.
A vida da gestante tem prioridade sobre a do feto até os 120 dias de gestação, depois desse período, uma vez que o feto recebe sua alma e são traçadas suas pré-destinações, este tem igual direito à vida. Qualquer problema nessa fase deve-se agir pelo princípio geral da Sharia o qual diz para optar pelo menor dos males, ao invés de perder duas vidas deve-se tentar salvar uma delas.O sheikh Shaltut do Egito diz no seu fatwa que neste caso deve-se salvar a vida da mãe, abortando o feto independente do período de gestação, uma vez que a mãe é a origem do feto e um pilar da família com deveres e responsabilidades.

http://www.religiaodedeus.net/natalidade.htm

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O que significa dizer "Filho de Deus" sobre Jesus?

Filho de Deus, filho de David, ou filho do Homem?  Jesus é identificado como “filho de Davi" quatorze vezes no Novo Testamento, começando com o primeiro verso (Mateus 1:1). O Evangelho de Lucas documenta quarenta e uma gerações entre Jesus e Davi, enquanto Mateus lista vinte e seis.  Jesus, um descendente distante, pode usar o título “filho de Davi” apenas metaforicamente.  Mas como então devemos entender o título, “filho de Deus?”
O “Trilema,” uma proposta comum dos missionários cristãos, afirma que “Jesus ou era um lunático, ou um mentiroso, ou o Filho de Deus, como ele clamava ser.”  Em nome do argumento, vamos concordar que Jesus não era nem um fanático e nem um mentiroso.  Vamos também concordar que ele era precisamente o que clamava ser.  Mas o que, exatamente, era isso?  Jesus chamou a si mesmo de “Filho do Homem” com freqüência, consistentemente, talvez até enfaticamente, mas onde ele se chamou de “Filho de Deus”?
Vamos recapitular.  O que significa “Filho de Deus” em primeiro lugar?   Nenhuma denominação cristã legítima sugere que Deus se casou e teve um filho, e com certeza nenhuma concebe que Deus teve um filho com uma mãe humana fora do casamento.   Além disso, sugerir que Deus fisicamente se relacionou com um elemento de Sua criação está além dos limites da tolerância religiosa já que seria o cúmulo da blasfêmia, na mesma linha da mitologia grega.
Sem explicação racional disponível dentro dos dogmas da doutrina cristã, a única alternativa para a conclusão dessa alegação é um mais um mistério doutrinário.  Aqui é onde os muçulmanos relembram a questão apresentada no Alcorão:
“...Como pode Ele ter tido um filho quando Ele não teve companheira?...” (Alcorão 6:101)



...enquanto outros gritam, “Mas Deus pode fazer qualquer coisa!”  A posição islâmica, entretanto, é que Deus não faz coisas inapropriadas, apenas coisas divinas.  No ponto-de-vista islâmico, o caráter de Deus é parte do Seu ser e é consistente com Sua majestade.
Então, novamente, o que significa “Filho de Deus”?  E se Jesus Cristo tem direitos exclusivos ao termo, por que a Bíblia registra, “...porque Eu (Deus) sou um pai para Israel, e Efraim (ou seja, Israel) é meu primogênito”  (Jeremias 31:9)e “...Israel é meu filho, meu primogênito”  (Êxodo 4:22)? Adotando o contexto de Romanos 8:14, que diz, “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus,” muitos eruditos concluem que “Filho de Deus” é metafórico e, como com christos, não implica exclusividade. Afinal, The Oxford Dictionary of the Jewish Religion (Dicionário Oxford da Religião Judaica) confirma que no idioma judaico “Filho de Deus” é claramente metafórico. Fazendo a citação, “Filho de Deus, termo ocasionalmente encontrado na literatura judaica, bíblica e pós-bíblica, mas em nenhum lugar implicitando descendência física de Deus.”[1] O Dicionário Bíblico de Hasting comenta:
No uso semítico “filiação” é uma concepção empregada de certa forma com liberdade, para denotar relacionamento moral ao invés de  físico ou metafísico.  Portanto, “filhos de Belial” (Juízes 19:22, etc.) são homens maus, não descendentes de Belial; e no NT as “crianças da câmara nupcial” são convidados do casamento.  Assim um “filho de Deus” é um homem, ou mesmo um povo, que reflete o caráter de Deus.  Existe pouca evidência de que o título foi usado nos círculos judaicos do Messias, e uma filiação que implicava mais do que um relacionamento moral seria contrária ao monoteísmo judaico.[2]
E em qualquer caso, a lista dos candidatos a “filho de Deus” começa com Adão, de acordo com Lucas 3:38:  “...Adão, que era filho de Deus.”
Aqueles que refutam citando Mateus 3:17 (“E eis uma voz dos céus, que dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo’”) fazem vista grossa para o fato da Bíblia descrever muitas pessoas, Israel e Adão incluídos, como “filhos de Deus.”  Tanto em 2 Samuel 7:13-14 quanto em 1 Crônicas 22:10 se lê, “Este (Salomão) edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.  Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho.”
Nações inteiras são referidas como filhos, ou crianças de Deus.  Os exemplos incluem:
Gênesis 6:2, “Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens...”
Gênesis 6:4 “Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens…”
Deuteronômio 14:1 “Filhos sois do Senhor, vosso Deus;”
Jó 1:6 “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR...”
Jó 2:1 “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR...”
Jó 38:7, “Quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?”
Filipenses 2:15 “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta...”
1 João 3:1-2, “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus;” e, de fato, somos filhos de Deus.”
Em Mateus 5:9 Jesus diz, “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”  Mais adiante em Mateus 5:45, Jesus prescreveu para seus seguidores a obtenção de atributos nobres, “para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste...”  Não exclusivamente seu Pai, mas Paideles...
O clero cristão reconhece abertamente que Jesus nunca se chamou de “filho de Deus,” entretanto eles alegam que outros o fizeram.  Isso também tem uma resposta.
Ao investigar os manuscritos que compõem o Novo Testamento, descobre-se que a alegada “filiação” de Jesus é baseada na má tradução de duas palavras gregas – pais e huios, ambas traduzidas como “filho.”  Entretanto, essa tradução parece enganadora.  A palavra grega pais deriva do hebraico ebed, que carrega o significado primário de servo, ou escravo.  Portanto, a tradução primária de pais theou é “servo de Deus,” e “criança” ou “filho de Deus” é um embelezamento extravagante.  De acordo com Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento), “O original hebraico depais na frase pais theou, ou seja, ebed, enfatiza a relação pessoal e tem o significado principal de ‘servo’”.[1]  Isso é ainda mais interessante porque se ajusta perfeitamente com a profecia de Isaías 42:1, mantida em Mateus 12:18: “Eis aqui o meu servo [ou seja, da palavra grega pais], que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz...” Qualquer que seja a versão da Bíblia, a palavra é “servo”.  Considerando que o propósito da revelação é tornar clara a verdade de Deus, pode-se pensar nessa passagem como uma verruga feia na face da doutrina da filiação divina.  Afinal, havia melhor lugar para Deus ter declarado Jesus como Seu filho?  Que melhor lugar para ter dito, “Eis aqui o Meu filho que gerei...”? Mas Ele não disse isso.  Nesse aspecto, a doutrina carece de suporte bíblico nas palavras registradas tanto de Jesus quanto de Deus, e existe boa razão para se perguntar por que.  A menos que Jesus não fosse nada mais do que o servo de Deus que a passagem descreve.
Com relação ao uso religioso da palavra ebed, “O termo serve como uma expressão de humildade usada pelos piedosos perante Deus.”[2]  Além disso, “Após 100 A.C. pais theou mais freqüentemente significa “servo de Deus,” como quando aplicado a Moisés, aos profetas, ou às três crianças (Baruque 1:20; 2:20; Dan. 9:35)”[3]  Uma pessoa pode facilmente cair em uma areia movediça doutrinária: “Dos oito exemplos dessa frase, uma se refere a Israel (Lucas 1:54), duas se referem a Davi (Lucas 1:69; Atos 4:25), e as outras cinco a Jesus (Mateus 12:18; Atos 3:13,26; 4:27,30)...Nos poucos exemplos nos quais Jesus é chamadopais theou nós obviamente temos uma tradição anterior.”[4]  Então Jesus não tinha direitos exclusivos a esse termo, e onde ele foi empregado o termo “obviamente” derivava de “tradição anterior.”  Além disso, a tradução, se imparcial, devia identificar todos os indivíduos a quem a frase foi aplicada de maneira semelhante.  Esse, entretanto, não foi o caso.  Embora pais tenha sido traduzido como “servo” em referência a Davi (Atos 4:25 e Lucas 1:69) e Israel (Lucas 1:54), é traduzido como “Filho” ou “criança sagrada” em referência a Jesus (Atos 3:13; 3:26; 4:27; 4:30). Esse tratamento preferencial é consistente canonicamente, mas falho logicamente.



Por fim um paralelo religioso interessante, se não fundamental, é revelado:“Portanto a frase grega pais tou theou, ‘servo de Deus,’ tem exatamente a mesma conotação que o nome islâmico Abdallah – o ‘servo de Allah.’”[5]
A simetria é ainda mais chocante porque o Alcorão Sagrado relata que Jesus se identificou como simplesmente isso – Abdallah (abd é servo ou escravo em árabe, Abd-Allah [também pronunciado “Abdullah”] significando servo ou escravo de Allah).  De acordo com a estória, quando Maria retornou para sua família com o recém-nascido Jesus, eles a acusaram de não ser casta.  Falando do berço em um milagre que credenciava suas alegações, o bebê Jesus defendeu a virtude de sua mãe com as palavras, “Inni Abdullah...” que significa, “Eu sou de fato um servo de Allah...” (Alcorão 19:30)
A tradução do Novo Testamento de huios para “filho” (no sentido literal da palavra) é igualmente equivocada.  Na página 1210 do Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento) de Kittel e Friedrich, o significado de huios vai do literal (Jesus filho de Maria), ao levemente metafórico (crentes como filhos do rei [Mateus 17:25-26]), ao polidamente metafórico (os eleitos de Deus serem filhos de Abraão [Lucas 19:9]), ao coloquialmente metafórico (crentes como filhos de Deus [Mateus 7:9 e Hebreus 12:5]), a espiritualmente metafórico (estudantes como filhos dos Fariseus [Mateus 12:27, Atos 23:6]), a biologicamente metafórico (como em João 19:26, onde Jesus descreve seu discípulo favorito para Maria como “filho dela”), assumidamente metafórico como “filhos do reino” (Mateus 8:12), “filhos da paz” (Lucas 10:6), “filhos da luz” (Lucas 16:8), e tudo de “filhos desse mundo” (Lucas 16:8) a “filhos do trovão” (Marcos 3:17).  É como se essa palavra mal compreendida para “filho” estivesse acenando como um grande aviso pintado em letras maiúsculas: METÁFORA!  Ou, como Stanton coloca eloqüentemente, “A maioria dos eruditos concorda que a palavra aramaica ou hebraica por trás de ‘filho’ é ‘servo.’  Então, quando o Espírito descende sobre Jesus em seu batismo, Jesus é tratado pela voz do céu nos termos de Isaías 42:1: ‘Eis aqui meu servo...meu escolhido...pus sobre ele o meu Espírito.’  Então, embora Marcos 1:11 e  9:7 afirmem que Jesus é chamado por Deus para uma tarefa messiânica especial, a ênfase é no papel de Jesus como um servo ungido, ao invés de Filho de Deus.”