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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Al Bayinat - A Evidência

Capítulos curtos do Alcorão - 98º Capítulo - Al Bayinat

Tradução e explicações do Prof. Samir El Hayek:

Este capítulo com oito versículos fala sobre a vinda do profeta de Deus, Mohammad (Maomé) como uma evidência da verdade e do modo correto de se comportar. O Alcorão, com seus versículos esclarecedores, é também uma prova de coesão e orientações para a humanidade. Sendo assim, o Islamismo surge como uma "evidência" para aqueles que analizarem o seu conteúdo com sinceridade e honestidade.

1- Os incrédulos, entre os adeptos do Livro, bem como os idólatras, não desistiriam da sua religião, a não ser quando lhes chegasse a Evidência:
2- Um Mensageiro de Deus, que lhes recitasse páginas purificadas,
3- Que contivessem escrituras corretas.
4- Os adeptos do Livro não se dividiram, senão depois de lhes ter chegado a Evidência,
5- E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o zakat; esta é a verdadeira religião.
6- Em verdade, os incrédulos, entre os adeptos do Livro, bem como os idólatras, entrarão no fogo infernal, onde permanecerão eternamente. Estas são as piores das criaturas!
7- Por outra, os fiéis, que praticam o bem, são as melhores criaturas,
8- Cuja recompensa está em seu Senhor: Jardins do Éden, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente. Deus se comprazerá com eles e eles se comprazerão n’Ele. Isto acontecerá com quem teme o seu Senhor.

Explicações do Prof. Samir El Hayek:
Os Adeptos do Livro, aos quais se reporta o primeiro versículo, são os judeus e os cristãos, que receberam
escrituras, na mesma linha de profecias, tal qual profeta Mohammad. Suas escrituras deveriam tê-los preparado para o advento da chegada do maior e derradeiro dos profetas. Quanto aos judeus, suas escrituras lhes prometeram, sendo eles primos dos árabes ou irmanados com estes, um profeta igual a Moisés: "O Senhor, teu Deus, te suscitará um Profeta como tu, da tua nação, e dentre os teus irmãos; a este ouvirás".(Deuteronômio, 18:15). E Cristo promete um consolador (João 14:16; 15:26) quase pelo nome. Todavia, quando o Profeta prometido chegou, na pessoa de Mohammad, rejeitaram-no, porquanto não estavam em busca da Verdade, mas seguindo as suas próprias fantasias, desejos e devaneios.

Receber a faculdade da discriminação entre o certo e o errado, e, então, rejeitar a verdade, constitui o pior os desatinos, que as criaturas dotadas com tal faculdade poderiam cometer. Isto acarretará punição, quer a pessoa se denomine de "filho de Abraão, ou um dos redimidos por Cristo:, ou guie-se meramente pela luz a natureza e da razão, como os pagãos. Aos olhos de Deus, a honra não é oriunda da raça ou da profissão de fé, mas da conduta sincera e virtuosa.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

As Regras do Casamento Islâmico

Com quem os muçulmanos podem se casar?

Todos os homens e mulheres estão aptos a se casarem com os muçulmanos?

O casamento é uma parte muito importante na vida dos seres humanos, e o Alcorão não deixa de mencionar as regras e os tratamentos que o marido e a esposa devem se tratar mutuamente. Regras relacionadas à escolha, ao dote, às relações sexuais, ao divórcio e à herança são muito importantes e detalhadas. Já foi mencionado anteriormente neste blog que a mulher tem direito a escolher seu noivo e também deve ser consultada a respeito dos pretendentes que a família porventura queira lhe dar. Foi mencionado também que o divórcio é uma prática válida, embora não encorajada, entre os muçulmanos, sendo que mesmo as esposas podem pedir o divórcio caso não estejam felizes em seus casamentos. A questão do dote, que também garante um sustento e garantia da esposa em caso de divórcio pedido pelo marido também foi citado. Agora uma outra questão importante a ser mencionada é a respeito da licitude de um homem ou uma mulher para se casar com outras pessoas: será que os muçulmanos só podem se casar com muçulmanos? Todos os tipos de pessoas, de todas as religiões, podem ser noivos e noivas de muçulmanos?

Tanto para a primeira quanto para a segunda pergunta a resposta é não: não há obrigatoriedade de que os muçulmanos só podem se casar com outros muçulmanos; outrossim, nem todas as pessoas podem ser tomadas como esposas ou maridos do muçulmanos. Vamos explicar melhor:

1- Não existe exclusivismo no Islamismo: embora seja recomendado que muçulmanos se casem preferencialmente com muçulmanos, não há uma proibição formal no Alcorão ou nas falas do profeta Mohammad que obrigue o casamento exclusivo no Islamismo. Ainda que em caso de escolha a mulher muçulmana e o esposo muçulmano tenham preferência, não há uma regra ou lei exigindo que os noivos sejam muçulmanos;

2- Casamento com pessoas dos povos dos Livros: a referência aos povos dos Livros é muito corriqueira no Alcorão, em várias partes. Ela se refere aos judeus e aos cristãos, os povos que também receberam livros revelados por Deus antes dos muçulmanos (a Torá e os Evangelhos). Portanto, para os muçulmanos, o casamento também é permitido com as judias e as cristãs, ainda que a preferência deva ser para as muçulmanas. Assim sendo, os muçulmanos não podem se casar com as ateias ou as mulheres adeptas de religiões politeístas, ou seja, que adorem mais de uma divindade ou uma divindade diferente da dos judeus, cristãos e muçulmanos. Mas esta permissão está restrita aos homens muçulmanos, não às mulheres. Por quê?

3- As muçulmanas só podem se casar com muçulmanos: enquanto os homens muçulmanos podem se casar com judias e cristãs, além das muçulmanas, as mulheres islâmicas, por outro lado, só podem se casar com os muçulmanos. Mas que machismo, não é mesmo? Nada disso, há uma explicação para isso: em questões de religião, um marido que não seja muçulmano dificilmente toleraria que sua esposa cumprisse os ditames da religião islâmica, sendo mais fácil ele tentar impedi-la ou levá-la para sua própria religião. Sendo assim, enquanto o homem muçulmanos, casando-se com uma não-muçulmana dificilmente se sentiria impelido a deixar de praticar o Islamismo (podendo até mesmo trazer sua esposa para o Islamismo), a esposa muçulmana, se se casasse com um não-muçulmano seria impedida de praticar o Islamismo (de feita que perderia-se uma muçulmana). E como, geralmente, a religião é transmitida aos filhos mais pela mãe do que pelo pai, é importante salvaguardar a crença muçulmana das mulheres da religião.

Todos estes preceitos tem por base o Alcorão, ou seja, as revelações de Deus. Não são fruto da mente de Mohammad ou dos achismos dos muçulmanos, mas  determinações divinas, que são as bases do Islamismo.