terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Breve Origem do Islamismo

O Islamismo: origens e preceitos

Segundo a apresentação geral o Islamismo surge como a terceira das três grandes religiões monoteístas: após o Judaísmo, religião pioneira a crer em um único Deus, o Cristianismo, que foi uma ramificação do Judaísmo até que Paulo de Tarso o transformou em uma religião completamente – nem tanto – da anterior e o Islamismo, surgido mais ou menos 600 anos após o nascimento de Cristo. Essa colocação cronológica, embora didática, não corresponde necessariamente á verdade. Se for analisado friamente o Islamismo irá se apresentar muito parecido em seus contornos, em seu monoteísmo e em suas crenças básicas, com o Judaísmo. E como o Cristianismo nada mais é do que um Judaísmo greco-romanizado, pode-se considerar que o Islamismo é uma continuidade. Para os muçulmanos – seguidores do Islamismo – o Islamismo é a mesma religião seguida por Adão e Eva e todos os profetas que lhes seguiram. Esta religião, que sempre fora monoteísta, foi conspurcada ao longo do tempo, tendo sido necessário o envio de profetas e mensageiros que tentavam orientar os seres humanos no correto caminho do Deus Único. Por este motivo profetas muito anteriores ao surgimento oficial do Islamismo são reverenciados pelos muçulmanos e muito citados pelo Alcorão – o livro sagrado do Islamismo: Adão, Noé, Abraão, Isaac, Jacó, David, Moisés e Jesus. Todos estes profetas tinham uma lição básica aos humanos: adorar apenas a Deus. Segundo o Islamismo, contudo, estes profetas foram desrespeitados e desobedecidos e, como selo dos profetas, ou seja, como último e definitivo mensageiro de Deus, foi enviado Mohammad, que em português é mais conhecido como Maomé, para reorientar a humanidade e se constituiu no último profeta a ser enviado por Deus. Portanto pode-se observar que o Islamismo, ainda que oficialmente tenha surgido tempos depois do Judaísmo e do Cristianismo, nada mais é do que a mesma mensagem enviada desde sempre por Deus, qual seja, o Monoteísmo Puro.
Qualquer explicação do que venha a ser o Islamismo está inevitavelmente atrelada a uma biografia, ainda que sucinta, de Maomé. Como “fundador” do Islamismo, sua vida é a própria história do surgimento da religião. O ambiente no qual foi criado e suas condições de vida também servem de arcabouço para o que o Islamismo prega. Em linhas gerais podemos dizer que Maomé nasceu por volta de 570 d.C. na cidade de Meca, atualmente localizada na Arábia Saudita. Na época este país ainda não existia e os árabes estavam divididos em uma miríade de tribos cercadas por dois poderosos impérios: os persas a leste e os bizantinos a oeste. A infância de Maomé foi difícil: antes mesmo do seu nascimento ele perdeu o pai e a mãe morreu quando ele era apenas uma criança. Deixado aos cuidados do avô paterno, Maomé também o perdeu precocemente. Foi então entregue aos cuidados do tio paterno Abu Talib, que lhe seria de especial importância nos primeiros anos de sua profecia.
Ainda que pertencesse à grande tribo dos Coraixitas, que dominavam política e economicamente a cidade de Meca, Maomé pertencia ao ramo pobre da tribo, obrigando-o a trabalhar desde cedo. Como se tratava de uma região extremamente seca, sem rios e praticamente nenhuma chuva, Maomé foi obrigado a seguir a carreira do tio, que era líder de caravanas. Desde cedo acompanhava o tio em suas viagens e logo passou a comandar ele próprio os negócios do tio. Sua vida, nos primeiros quarenta anos, não foi em nada diferente dos demais homens da região. As coisas começaram a mudar quando Maomé liderou os negócios de uma rica viúva da região, chamada Khadija, que ficou encantada com a integridade que Maomé demonstrou ao guiar suas caravanas e, apesar de mais velha, pediu o futuro profeta em casamento. Este matrimônio concedeu a estabilidade financeira da qual Maomé jamais desfrutara e proporcionou que ele se dedicasse a uma de suas atividades preferidas: a meditação e a reflexão religiosa.
Cabe um parênteses sobre a situação religiosa da Arábia no momento anterior ao surgimento do Islamismo: a vida religiosa dos árabes girava em torno da Caaba, um antigo santuário em forma de cubo que se localiza em Meca. Segundo os árabes o santuário foi construído por Abraão com a ajuda de seu filho primogênito Ismael. No interior da Caaba encontra-se a Pedra Negra, que segundo o Islamismo é uma das pedras do Paraíso que caiu na Terra após a expulsão de Adão e Eva. A princípio a pedra era branca, mas conforme os pecaminosos humanos a tocavam ela se tornou negra.  A princípio este santuário fora dedicado exclusivamente ao Deus Único, mas, com o passar do tempo, os homens foram se desviando do verdadeiro culto e incluíram uma miríade de deuses no interior da Caaba, chegando ao número de 360 deuses, um para cada dia do ano lunar. Além disso, havia imagens de Abraão, Jesus e outras pessoas importantes. A presença da Caaba em Meca tornou a cidade um importante ponto de peregrinação entre os árabes. Aproveitando-se disso, os coraixitas, que eram os protetores do templo e, por extensão, da própria cidade, estabeleceram feiras comerciais que coincidiam com os períodos de peregrinação, o que tornou não apenas a cidade, mas principalmente seus guardiões, extremamente ricos e influentes. Assim sendo, na época imediatamente anterior ao surgimento do Islamismo – que os muçulmanos chamam de Jahiliya, “Tempo da Ignorância” – o politeísmo estava arraigado na cultura árabe e fazia a riqueza dos poderosos Coraixitas.



Voltemos a Maomé: em um dos últimos dias do mês lunar de Ramadã do ano de 610, Maomé retirou-se, como de costume, para uma caverna no monte Hira, próximo da Caaba, onde pretendia refletir sobre assuntos religiosos. Em um determinado momento Maomé percebeu a presença de mais alguém na caverna: um homem que o agarrou e o apertou tão fortemente que ele pensou que morreria sufocado. Após soltá-lo o tal homem disse-lhe Iqra – palavra árabe que significa “Recita”, mas também pode significar “Leia”. Maomé disse-lhe que não poderia recitar – ou ler – uma vez que era analfabeto. Novamente foi apertado e após ser solto recebeu a mesma ordem: Iqra. Após nova negativa de Maomé, o tal homem o agarrou novamente depois de uma terceira ordem Maomé percebeu que fluía de sua boca palavras que ele jamais ouvira:
“Lê, em nome do Senhor que criou,
Criou o homem de um coágulo.
Lê, que o teu Senhor é generosíssimo,
Que ensinou através do cálamo,
Ensinou ao homem o que este não sabia”.
Alcorão Sagrado – Capítulo 96, versículos de 1 a 5.
Maomé fugiu assustado. Temia ter sido afetado por algo que os árabes chamavam de Gin, ou gênios, espíritos que atormentavam as pessoas. Durante dias ficou em dúvida se teria de fato recebido uma revelação divina ou um mau presságio. Por fim, após ter sido acalmado pela esposa, que lhe disse que um homem bom não poderia ter sido abandonado por Deus, Maomé voltou a receber a visita do tal homem e foi tranquilizado: o homem era de fato o arcanjo Gabriel, enviado por Deus com uma revelação para a humanidade e doravante Maomé seria o profeta de Deus.
A missão de Maomé, desde o princípio, jamais fora fácil: pregar o monoteísmo em uma sociedade arraigada no politeísmo e lutar contra uma classe social que se beneficiava profundamente dos lucros das peregrinações à Caaba que visitavam e adoravam estes deuses. Maomé foi perseguido e ofendido pela sociedade de Meca. Contava, contudo, com a proteção do tio Abu Taleb que, apesar de não ter se convertido, manteve a proteção que lhe concedia desde criança. Esta proteção foi importante para Maomé, pois ninguém ousaria fazer-lhe mal em respeito ao velho Abu Taleb. Mas esta proteção não foi de muita valia para os seguidores de Maomé que foram perseguidos e muitos mortos pelos coraixitas revoltados com a pregação monoteísta. Maomé insistia que não se tratava de uma nova religião, pois eram os mesmos ensinamentos de Abraão e de todos os profetas anteriores. Maomé se via como profeta e sucessor de todos os profetas anteriores. Logo sua crença ficou conhecida como Islamismo, palavra que significa paz e submissão, no caso ao Deus Único. Os seguidores do Islamismo foram chamados de muslims, ou muçulmanos, palavra que significa “aqueles que se submetem”, no caso a Deus. Os coraixitas não se interessaram pela mensagem e um dos tios de Maomé, Abu Lahab, foi particularmente rigoroso na perseguição ao sobrinho e aos seus seguidores. Os muçulmanos começaram a fugir de Meca por medo das represálias: muitos fugiram para a Abissínia, na África Oriental, onde foram bem recebidos pelo rei local, que era cristão. Mas a situação em Meca se tornou tão insuportável, principalmente após a morte de Abu Taleb, que Maomé percebeu que deveria fugir para se manter vivo. No ano de 622 d.C., doze anos após a primeira visita do arcanjo Gabriel, Maomé e vários muçulmanos fugiram para a cidade de Yatrib, localizada ao norte de Meca. Este acontecimento, conhecido como Hégira, marca o início do calendário islâmico. Em Yatrib Maomé estabeleceu a primeira comunidade islâmica e construiu a primeira mesquita do Islamismo. Ali os muçulmanos podiam praticar sua religião livremente, sem medo de perseguições, torturas ou morte. O nome da cidade foi mudado para Medinat Al Nabil, ou simplesmente Medina, “Cidade do Profeta”.
Mas a vida em Medina não foi um mar de rosas para os muçulmanos: em primeiro lugar eles tinham de se entender com as comunidades judaicas da cidade. Maomé era profeta do Deus Único, o mesmo Deus dos judeus e portanto tolerava os judeus. Estes, no entanto, não aceitaram Maomé como profeta e não se converteram aos muçulmanos e se ressentiam da dominação deles sobre a cidade. Pouco tempo após a chegada dos muçulmanos eles se tornaram um problema e, com o tempo, foram expulsos da cidade. Outro grupo interno que ameaçava os muçulmanos eram os chamados hipócritas, pessoas que se converteram ao Islamismo por interesse e que no fundo compactuavam com os coraixitas. Para finalizar os coraixitas não aceitaram a fuga dos muçulmanos pacificamente e organizaram inúmeras campanhas militares contra Medina. Ainda que em números e condições inferiores, os muçulmanos conseguiram rechaçar todas as incursões coraixitas e o número de muçulmanos, concomitantemente, aumentava a cada dia. A situação se inverteu e no ano de 630 d.C. os muçulmanos marcharam sobre Meca e conquistaram a cidade da qual haviam fugido oito anos antes, sem o derramamento de sangue. Maomé se dirigiu à Caaba e a purificou dos ídolos pagãos, destruindo as imagens dos deuses que ocupavam o seu interior. A partir de então a religião se expandiu ainda mais, com tribos aceitando o Islamismo sem a necessidade de intervenção. Maomé morreu no ano de 632 d.C. e a liderança da comunidade islâmica passou para Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islamismo e que se tornou khalifa – Califa –, “Líder” dos muçulmanos.
Esta brevíssima biografia de Maomé mostra apenas alguns aspectos do surgimento do Islamismo. Convém a busca de fontes mais aprofundadas para um panorama mais completo. Passemos agora aos principais artigos da fé islâmica. O mais importante conceito da fé islâmica está na adoração do Deus Único. Não é permitida a adoração de nada além de Deus, seja quem for, até mesmo Maomé. A proibição de se reproduzir Maomé através de desenhos ou imagem tem principalmente esta intenção: evitar qualquer tipo de veneração a seres humanos, ainda que sejam importantes, pois a veneração é exclusiva a Deus. Foram estabelecidos cinco pontos cruciais da fé islâmica, conhecidos como Pilares de Islamismo, que determinam a religião islâmica:
1- Shahada (Juramento de Fé): o juramento de fé é o primeiro passo para se tornar muçulmano. Trata-se de duas frases que resumem a crença de todo muçulmano: “Juro que não há deus a não ser Deus e juro que Maomé é o mensageiro de Deus”.
2- Salat (Orações): as orações é o principal elo entre o homem e Deus, mostrando que ele é de fato muçulmano – submisso a Deus. As orações se realizam cinco vezes por dia, em horários de terminados.
3- Zakat (Ajuda aos Necessitados): os muçulmanos que tiverem condições devem ajudar os mais necessitados, seja com dinheiro ou com mantimentos. Mas a ajuda só é obrigatória se o muçulmano tiver condições de ajudar o próximo.
4- Sujud (Jejum): em lembrança da revelação que Maomé recebeu do arcanjo Gabriel, os muçulmanos devem jejuar nos meses de Ramadã, desde o nascer ao pôr do sol: devem se abster de toda bebida e toda comida, além de relações sexuais.
5- Hajj (Peregrinação): todos os muçulmanos, que tiverem condições físicas e financeiras, devem visitar pelo menos uma vez na vida a cidade de Meca e circundar a Caaba. Meca é a cidade mais sagrada para o Islamismo, pois foi lá que a religião surgiu e também lá é a terra do profeta Maomé.



A exemplo da biografia de Maomé, esta relação dos Pilares da Fé é extremamente sucinta, sendo necessária a busca de bibliografia mais aprofundada para se entender completamente.
Cabe aqui também algumas palavras sobre o Alcorão e a Sunnah. O Alcorão vem da palavra árabe Al Quran, “A Recitação”. Após a morte de Maomé todas as revelações que ele recebeu foram reunidas em um único livro para que os muçulmanos de todo o mundo a conhecessem. Configurou-se no livro sagrado para os muçulmanos, reunindo 114 capítulos que versam sobre todos os aspectos da vida humana. No Alcorão podem-se encontrar várias histórias que também estão presentes na Bíblia, tanto no Velho como no Novo Testamento. Para o Islamismo o Alcorão é a maior autoridade da fé, tudo que discorde dele é considerado falso.



A Sunnah, por outro lado, é um relato de tudo o que foi dito e feito por Maomé no que se refere à religião durante os 23 anos em que durou sua profecia. Uma vez que o profeta é considerado o modelo de ser humano a Sunnah representa uma espécie de “manual de conduta” de todos os muçulmanos. Esta Sunnah é transmitida de geração a geração por uma linha de transmissores oficialmente reconhecidos. O Alcorão serve como fonte de análise da Sunnah: se determinada tradição difere do Alcorão é considerada equivocada. A Sunnah deu origem ao termo “sunita”, que são os muçulmanos como um todo, uma vez que, para todos os efeitos, os xiitas não são considerados muçulmanos, já que não seguem obrigatoriamente a Sunnah.

David Barbosa Miranda – Mohammad Daoud Abdallah.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Je ne suis pas Charlie

O caso de Paris e o verdadeiro Islã:

Islamismo e Terrorismo não são sinônimos.

Je ne suis pas Charlie:



                Passaram-se alguns dias dos eventos trágicos de Paris e muitas coisas foram ditas e mostradas a respeito. Em alguns momentos surgiram sentimentos islamofóbicos, em outros, mentes mais sensatas soube-se separar o joio do trigo. Mas na verdade podemos dizer que os muçulmanos puderam expressar seus reais sentimentos e suas reais convicções a respeito? Não, não puderam mesmo. Em um caso como este podemos dizer que ambos os lados estão errados, que os dois cometeram excessos e não respeitaram valores básicos, como o respeito aos símbolos religiosos e à vida humana.
                O erro de Charlie: existe uma diferença muito tênue entre discordar e desrespeitar. Vem à minha mente neste momento o famoso caso em que o rei espanhol Juan Carlos disparou contra o presidente venezuelano a frase “por qué não te callas?”. Naquela época o caso foi tratado de maneira mais jocosa do que política, mas era também clara nas palavras do então primeiro-ministro espanhol José Luiz Zapatero: “se puede estar nas antípodas das posiciones ideológicas, más é necessário respecto”. Hugo Chávez, o presidente da Venezuela, havia criticado de maneira grosseira o antecessor de Zapatero, José Maria Aznar, ao que Zapatero rechaçou, apesar de também ser seu crítico: Aznar fora eleito pelo povo espanhol, era um ex-primeiro-ministro e merecia respeito. Diante da insistência de Chávez nas críticas, o rei espanhol mandou-lhe calar. O caso aqui pode servir para os cartunistas do Charlie Hebdo: eles realmente têm o total direito de discordar do Islã, dos terroristas e de tudo que quiserem, mas precisam respeitar os símbolos religiosos, entre os quais o profeta Maomé e o Alcorão.
                Se a intenção do jornal é criticar o fanatismo, o terrorismo e a intolerância, então que retratassem os responsáveis por este ato e não um profeta que ao longo de sua vida jamais foi fanático ou terrorista, muito menos intolerante. Durante toda sua vida, toda vez que era insultado ou ofendido, Maomé reagia de maneira pacífica, chamando ao diálogo e propondo discussões construtivas; jamais ordenou que se matasse ou que se destruísse nada que o ofendesse. Assim, estes cartunistas que, ao criticar o fanatismo, usam imagens do profeta do Islã ou do livro sagrado estão agredindo gratuitamente um inocente quanto a tudo isso.
                Maomé não se pinta e não se atribui falas fictícias: muitas pessoas não conseguem entender porque desenhos representando Maomé podem gerar tanta fúria por parte dos muçulmanos; e não apenas desenhos: há uma lista extensa de livros que foram considerados blasfemos por terem Maomé como personagem. O fato é que o Islã não permite que se desenhe Maomé ou que se atribua a ele qualquer diálogo, ainda que a intenção seja boa. E por quê?
                Os muçulmanos ao longo de toda a vida do profeta Maomé anotavam tudo o que ele fazia ou falava no tocante da religião. Surgiram, assim, a sunnah e os hadiths do profeta, ou seja, tudo o que Maomé falava ou fazia no que se referia à religião. Estas tradições do profeta foram transferidas de geração em geração por uma corrente de estudiosos, de modo que tudo que um muçulmano atribui a Maomé só pode ser o que ele de fato falou ou fez. Seria semelhante a um trabalho acadêmico: ninguém pode citar frases sem citar as fontes. Da mesma forma, tudo que se atribui a Maomé tem que ser comprovado pelos transmissores da sunnah ou do hadith. Sendo assim, não há atribuição de frases que Maomé não tenha de fato falado e que tenha sido anotado pelos seus seguidores. Seguindo este exemplo, também não se podem reproduzir imagens de Maomé: todos que forem a uma mesquita jamais encontrarão desenhos e muito menos imagens de Maomé. Em primeiro lugar quer-se evitar uma idolatria semelhante à que aconteceu com Jesus pelos cristãos; em segundo lugar, como não havia máquinas fotográficas na época, ninguém sabe ao certo como era Maomé e tentar reproduzi-lo seria incorreto e nada incorreto pode se relacionar a um profeta de Deus.
                Por todos estes motivos, retratar o profeta ou atribuir-lhe falas que não provêm da Sunnah é errado, ainda que a intenção seja boa. Imagine-se, então, no caso desta revista francesa que, ainda que criticasse algo merecidamente criticável – o terrorismo – usava símbolos sagrados do Islã.
                Terrorismo e Islamismo não combinam: quem realmente conhece a religião islâmica sabe que a morte de inocentes é um pecado da pior espécie. Várias passagens do Alcorão deixam claro que todo aquele que mata um inocente é como se estivesse matando toda a humanidade, ao passo que aquele que salva um inocente é como se estivesse salvando toda a humanidade. Acontece que o mundo islâmico, do ponto de vista político, vem sendo dilacerado de todas as formas ao redor do mundo. Desde que os Cruzados invadiram de forma tão violenta e anticristã a Terra Santa, tentando tomar para si a cidade de Jerusalém, patrimônio de três fés, abriu-se uma fenda incurável entre muçulmanos, cristãos e judeus, que até hoje marcam a História. E é exatamente nestas fendas que extremistas “pescam” terroristas, usando interpretações equivocadas da religião, escolhendo versículos retirando-os do contexto e cometendo um pecado imperdoável, que a o assassinato de inocentes, seja de que religião for.
                O futuro do Islã: o Islã não precisa de defesa, tampouco Maomé e muito menos Deus. O que os muçulmanos revoltados com o Charlie Hebdo argumentam é o desrespeito aos nossos símbolos, atribuindo imagens e falas incongruentes com a verdadeira religião. Mas daí a cometer assassinato é uma distância muito longa. Ainda que os cartunistas não se enquadrem na categoria de “inocentes”, mais vale seguir o exemplo do profeta: o diálogo, o discurso. E se tudo isso falhar, o processo, as leis do país, ainda que se perca uma, duas, três ou “n” causas.
                O futuro do Islã é glorioso, como o Alcorão mencionou. Não só porque é a religião que mais cresce no mundo, mas porque seus princípios são de paz, tolerância e preparo do ser humano para tudo que lhe faz bem e o afastamento de tudo que lhe é prejudicial. A religião islâmica é de paz – sim, de paz, sem ironias – e por mais que os noticiários e os terroristas façam parecer o contrário, sempre podemos recorrer ao Alcorão, à Sunnah e ao Hadith para saber realmente o que é o Islã e o que são os muçulmanos.
                Não somos 1,4 bilhão de pessoas com bombas amarradas na cintura prontos a nos explodir a qualquer momento.
                Somos 1,4 bilhão de pessoas clamando: Allaho Akbar – Deus é Grande!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Proibição em se representar o Profeta Mohammad

Por que no Islamismo não se permite a representação de Mohammad?

Retratar o Profeta Mohammad ou reproduzir frases a ele, ainda que com boas intenções, é algo proibido porque já existe uma fonte fidedigna atribuída a ele.


Representação artística do nome de Mohammad em árabe, típica das mesquitas. Uma vez que imagens são proibidas, os muçulmanos adornam suas mesquitas e quadros com o nome do Profeta.


Acompanhando as notícias sobre a morte dos cartunistas franceses por terroristas islâmicos, uma coisa me deixa inquieto:
Ainda que tenhamos que repudiar firmemente estes atos transloucados, ninguém falou do que motivou o ataque: O Islamismo não permite que se faça nenhum referência em desenhos ao profeta Mohammad. Nem frases podem ser atribuídas a ele, mesmo que tenham boas intenções...
Para isso o Islamismo tem uma rigorosa pesquisa sobre tudo o que Mohammad falou ou fez, o que é chamado "Sunnah" e "Hadith". Estes cartunistas não só desenharam Mohammad como atribuíram frases falsas e, o pior ainda, de maneira leviana e provocativa.
Se o Ocidente aceita que isso seja feito com Jesus, saibam que o Islamismo não tolera isso com o seu Profeta.
Claro que daí a apoiar atos terroristas como este é inadmissível. Seria de bom alvitre a educação, o ensinamento e se entender melhor o Islamismo. Estes ASSASSINOS só contribuíram para reforçar os preconceitos para com o Islã....o que será inevitável.
Este atentado é mais uma prova da profunda ignorância de ambas as partes....primeiro aqueles que desrespeitam o Islã e quebram uma regra fundamental da religião, que é a proibição de se criar imagens ou histórias dos profetas. O Islamismo tem uma séria regra para compilar tudo o que o profeta disse ou fez, chamada Sunnah e Hadith....fora disso, criar qualquer fala, ainda que bem intencionada, é pecado, ainda mais vinda de não-muçulmanos....
E há também a ignorância de terroristas que perdem uma boa oportunidade de ensinar mais sobre a religião, exortando pelo diálogo para que se pare de fazer coisas contrárias à religião, e partem para o terrorismo, que só ajuda a danificar ainda mais a imagem do Islã no Ocidente. Um episódio que começou errado desde o início e terminou com um crime totalmente malfadado no Alcorão.
Acontece também, e demais, que as pessoas não entendem que para o Islã reproduzir qualquer imagem do Profeta ou criar histórias com falas ou atos dele, ainda que com boas intenções, é algo errado. Até nos filmes islâmicos não aparece nenhuma vez o Profeta ou ele fala algo através da voz de outras pessoas....aqui no Ocidente é comum filmes com Jesus e falas dele e etc. No Islã isso é proibido, e tudo que Mohammad falou ou fez está relatado na Sunnah e no Hadith, de forma rígida, a ponto de que nada é inventado ou suposto....o Ocidente deveria compreender que nem todo o mundo aceita coisas que por aqui são normais em relação à religião....

domingo, 21 de dezembro de 2014

O Natal para o Islamismo

Como o nascimento de Jesus é representado pelo Islamismo

Ao contrário do que muitos pensam, os muçulmanos acreditam, sim, em Jesus:



Uma das minhas primeiras descobertas no Islamismo foi que ele era muito mais parecido com o Cristianismo do que poderíamos julgar a princípio.
Jesus Cristo também é muito estimado pelos muçulmanos, assim como Maria e José, bem como inúmeros profetas e personagens bíblicos que reaparecem no Alcorão, o livro sagrado do Islamismo.
Diferentemente do Cristianismo, que considera Jesus como um Deus e como um Filho de Deus, para os muçulmanos Jesus Cristo é um Profeta, tal como Mohammad. Por outro lado, o nascimento miraculoso de Jesus também é relatado no Alcorão. Vejamos como Maria, Jesus e o seu nascimento são relatados no Alcorão:

"E quando os anjos disseram: Ó Maria, Allah te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os próximos de Allah.
"Falará aos homens ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos.
"Perguntou: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Allah cria o que deseja, posto que quando decreta algo, basta dizer: Seja! E é.
"Ele lhe ensinará a escrita, a sabedoria, a Torá e o Evangelho".

Como podemos ver, Jesus é um Profeta muito respeitado e Maria, além disso, é a única mulher que é citada pelo nome em todo o Alcorão.

Abaixo deixo um vídeo que mostra a visão do Islamismo sobre Jesus. Bom vídeo:


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Mulher no Islamismo

A Mulher no Islam


Tendo visto como as mulheres foram cruelmente tratadas   por diferentes religiões, Civilizações e Culturas, ser-nos-á, agora, possível entender corretamente e apreciar os alcances gloriosos do Islam nesta questão, e de como ele, de fato, elevou a posição da mulher na sociedade.
Por isso, ao longo deste trabalho, tentaremos refutar as alegações das pessoas desencaminhadas contra o Islam em relação à mulher, e elaborar a sua real posição no Islam. No meio das trevas que mergulharam o mundo, a Revelação Divina ecoou, no deserto hostil da Arábia, com uma Mensagem Lúcida, nobre e Universal para a humanidade:
''Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei a Deus, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco, porque Deus é vosso Observador.'' (Alcorão Sagrado 4:1)
O famoso sábio muçulmano, Al-Khuli Al Babi, ponderou sobre este versículo e declarou:
''É crença geral que não existe texto, quer antigo, quer moderno, que diga respeito à humanização da mulher sobre os aspectos da vida, numa tal espantosa brevidade, eloqüência, profundidade e originalidade, como no Decreto Divino."
Assim, com um simples traço magistral, o Islam removeu o estigma da ''fraqueza" e da "impureza", com as quais as religiões mundiais caracterizaram a mulher. O Islam proclama que homens e mulheres provêm da mesma essência e, por conseguinte, se a mulher podia ser tida como fraca, o homem, também, poderia ser visto como tal, ou se o homem tinha uma centelha de nobreza, então a mulher, também, a deveria possuir. A propósito, o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), disse:
''As mulheres são almas gêmeas dos homens.''
A elevação da posição da mulher e os seus respectivos direitos, patenteados nesta obra, estão garantidos pelo Próprio Deus, e podem ser facilmente encontrados nas duas mais importantes e autênticas fontes do Islam, ou seja, o Sagrado Alcorão e os Ahadith do Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele).
Os direitos garantidos por Reis, ou por Assembléias Legislativas, podem ser tão facilmente removidos, quão o são conferidos; mas nenhum indivíduo, ou instituição tem autoridade para eliminar, ou emendar os direitos conferidos por Deus. Todos aqueles que pretendem ser Muçulmanos, têm que aceitar, reconhecer e reforçar os direitos sancionados por Deus. Se falharem em reforçá-los, ou os violarem, o veredicto do Alcorão é inequívoco:
''Aqueles que não julgam pelos preceitos que Deus revelou são descrentes.'' (Alcorão Sagrado 5:44).
E o seguinte versículo também proclama:
''Eles são os Iníquos.'' (Alcorão Sagrado 5:45).
Um terceiro versículo do mesmo capítulo diz:
''Eles são os prevaricadores." (Alcorão Sagrado 5:47)
Por outras palavras; se as autoridades temporais consideram as suas próprias palavras e decisões como certas, e as de Deus como erradas, eles não são crentes. Se, por outro lado, eles consideram os mandamentos de Deus como certos, mas rejeitam-nos deliberadamente em favor das suas decisões, então são Iníquos. Os prevaricadores ou infratores da lei são aqueles que desrespeitam a limitação da fidelidade.
Aspecto Espiritual
1º- A mulher tem, efetivamente, alma:
Nas tradições do Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), encontramos uma prova clara de que a mulher tem, realmente, alma. Abdullah bin Mass'ud, reporta que o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), disse:
"De fato, a criação de cada um de vós (macho ou fêmea) foi levada a cabo conjuntamente no ventre da mãe, durante quarenta dias, sob a forma de uma semente, depois um coágulo de sangue (algo que se agarra) por igual período e, então, é-lhe enviado o anjo que assopra a respiração da vida, ou seja dá-lhe alma (o feto: macho ou fêmea). " (Bukhari e Muslim)
Fica claro, a partir desta tradição, que o feto de todo o ser humano adquire vida quando a alma, por ordem de Deus, é assoprada para ele. Uma vez mais, é do conhecimento geral que nenhum ser humano (macho ou fêmea) pode viver sem alma. Agora, será que as mulheres nem vivem, nem morrem? É então evidente que elas têm alma, tal e qual como os homens.
2º- Iman (fé):
O Islam é bastante explícito em relação ao fato da mulher ser completamente equiparada ao homem, perante Deus, em termos da fé; pois Deus diz:
''Ó fiéis, quando se vos apresentarem as fugitivas fiéis, examinai-as, muito embora Deus conheça a sua fé melhor do que ninguém; porém, se as julgardes fiéis, não as restituais aos incrédulos.''(Alcorão Sagrado 60:10).
E também diz:
''Sabe, portanto, que não há mais divindade, além de Deus e implora o perdão das tuas faltas, assim como das dos fiéis e das fiéis, porque Deus conhece as vossas atividades e os vossos destinos. ''(Alcorão Sagrado 47:19).
Nos dois versículos anteriores, Deus, denomina-as de mulheres crentes, sendo assim, quem tem, autorização para refutar o que Deus proclama?
3º -Ibadah (Adoração):
Em termos de obrigações religiosas e de adoração, tais como as cinco orações diárias, a zakat, o jejum e a peregrinação a Makkah, a mulher não é diferente do homem. A este respeito Deus, diz:
''Os fiéis (homens e mulheres) que praticarem o bem, observarem a oração e pagarem o zakat, terão a sua recompensa no Senhor e não serão presas do temor, nem se atribularão.'' (Alcorão Sagrado 2:277).
"Ó vós que credes (homens e mulheres)! É-vos prescrito o jejum como foi prescrito aos vossos antepassados, para que possais temer a Deus." (Alcorão Sagrado 2:183).
4º - Jazaa (recompensa):
Deus promete recompensa, indiscriminadamente, para o homem e a mulher que sejam crentes e trabalhem honestamente. Ele diz:
''A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for fiel, concederemos uma vida agradável e premiaremos com uma recompensa, de acordo com a melhor das ações. '' (Alcorão Sagrado 16:97).
''Aqueles que praticarem o bem, sejam homens ou mulheres, e forem fiéis, entrarão no Paraíso e não serão defraudados, no mínimo que seja.'' (Alcorão Sagrado 4:124).
"Entrai no jardim (Paraíso), vós e vossas esposas e alegrai-vos.'' (Alcorão Sagrado 43:70).
5º - Eva não é a Causa da Queda de Adão (que Deus esteja satisfeito com ambos):
De acordo com o Alcorão Sagrado, a mulher não é culpada do primeiro erro de Adão. Ambos erraram na sua desobediência a Deus, ambos se arrependeram, e ambos foram perdoados. Podemos ler o seguinte no Alcorão:
''Determinamos: Ó Adão, habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele com a prodigalidade que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque vos contareis entre os iníquos. Todavia, Satã os seduziu, fazendo com que saíssem do estado (de felicidade) em que se encontravam.'' (Alcorão Sagrado 2:35-36).
''Então, seu Senhor os admoestou: Não vos havia vedado esta árvore e não vos havia dito que Satanás era vosso inimigo declarado? Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos desventurados! '' (Alcorão Sagrado 7:22-23).
De acordo com o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele):
"Toda a criança nasce com igual natureza...''Tal significa que todo o recém-nascido carrega consigo (seja ele ou ela) uma igual e inocente natureza, e nunca nasce pecador, isto encontra-se em total contradição com o Credo Cristão do pecado inato.
Aspecto Social
1º - Direito à Vida:
O primeiro e fundamental direito é, o direito à vida. A Lei Islâmica diz:
''Aquele que matar um ser humano (homem ou mulher) sem que ele tenha cometido homicídio ou semeado corrupção na terra, será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade.''(Alcorão Sagrado 5:32).
"E não destruas a vida que Deus tornou sagrada a não ser em casos de justiça." (Alcorão Sagrado 6:151).
Apesar da aceitação social do infanticídio feminino entre as tribos árabes, o Islam proibiu este conhecido costume, e considerou-o um crime como qualquer outro assassinato:
''Quando as almas forem reunidas, quando a filha, sepultada vida, for interrogada: Por que delito foste assassinada?'' (Alcorão Sagrado 81:7-9).
Criticando a atitude de tais pais que rejeitam crianças do sexo feminino, Deus diz:
"Quando a algum deles é anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Oculta-se do seu povo, pela má notícia que lhe foi anunciada: deixá-la-á viver, envergonhado, ou a enterrará viva? Quem péssimo é o que julgam! '' (Alcorão Sagrado 16:58-59).
Além disso, o Islam requer, para ela, um tratamento amável e justo. Entre os dizeres do Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), citamos o seguinte:
"Qualquer um que tenha uma filha e que não a enterra viva, que não a insulta, nem favorece o seu filho em detrimento da sua filha, Deus fá-lo-á entrar no Paraíso." (Ibn Hanbal).
2º- Dignidade Humana:
Como ser humano, a mulher é perfeitamente igual ao homem, o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), declarou:
"Na verdade, as mulheres são as irmãs dos homens."
Tal implica que ambos, homem e mulher, provêem dos mesmos pais, ou seja, de Adão e Eva, sendo assim, como pode a mulher ser inferior ao homem, se ela surge dos mesmos pais? Realçando o mesmo, o Alcorão Sagrado observa:
''Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea ... Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado. '' (Alcorão Sagrado 49:13).
Por outras palavras, a honra perante o Criador nunca será dependente do sexo, mas sim da piedade.
3º- Direito à Educação:
Os primeiros versículos do Alcorão Sagrado ordenam ao Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), bem como aos muçulmanos (homens e mulheres), o seguinte:
''Lê, em nome do teu Senhor Que criou; criou o homem de um coagulo. Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo, Que ensinou através do cálamo, ensinou ao homem o que este não sabia. '' (Alcorão Sagrado 96:1-5).
Portanto, será extremamente difícil negar o fato de que o Senhor Todo-Conhecedor e Criador do Universo tenha começado a Sua Revelação pela seguinte ordem: "Lê"; ler, é indicativo da importante proeminência de se adquirir o conhecimento, o profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), disse:
''A procura do conhecimento é um dever para todos os muçulmanos (homens e mulheres)''
E ainda acrescentou:
''Procurem a sabedoria do berço até o túmulo.''
E disse também:
''Procurai o conhecimento nem que para isso tenham que ir a China."
4º - Direito à Justiça:
Uma igualdade absoluta entre homem e mulher foi estabelecida no Islam, no que diz respeito às leis civis e penais, a Lei Islâmica não reconhece qualquer distinção entre elas no tocante à proteção da vida e da propriedade, da honra e da reputação, Deus diz:
"E elas (as mulheres) têm mesmos direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas.'' (Alcorão Sagrado 2:228).
''Ó fiéis (homens e mulheres), sede firmes em observardes a justiça, atuando de testemunhas, por amor a Deus, ainda que o testemunho seja contra vós mesmos, contra os vossos pais ou contra os vossos parentes, seja contra vós mesmos, contra os vossos pais ou contra os vossos parentes, seja o acusado rico ou pobre, porque a Deus incumbe protegê-los. Portanto, não sigais os vossos caprichos, para não serdes injustos; e se falseardes o vosso testemunho ou vos recusardes a prestá-lo, sabei que Deus está bem inteirado de tudo quanto fazeis.'' (Alcorão Sagrado 4:135).
A Lei Islâmica dita a pena de morte ao assassino, tenha ele morto um homem ou uma mulher, uma vez que a vida desta é tão sagrada quanto a daquele. Se uma mulher perdoar o assassino de um parente, os outros familiares não têm autoridade para anular o seu consentimento no perdão.
5º- Igualdade Perante a Lei:
No que diz respeito à prescrição das penas, o Islam condena da mesma forma, seja homem ou mulher, tomemos três exemplos: assassinato, roubo e adultério. Vejamos quais as penas que o Islam aplica ao homem e à mulher. No Alcorão Sagrado podemos ler:
''Ó fiéis, está-vos preceituado o talião para o homicídio: livre por livre, escravo por escravo, mulher por mulher. Mas, se o irmão do morto perdoar o assassino, devereis indenizá-lo espontânea e voluntariamente. Isso é uma mitigação e misericórdia de vosso Senhor. Mas quem vingar-se, depois disso, sofrerá um doloroso castigo. '' (Alcorão Sagrado 2:178).
''Quanto ao ladrão e à ladra, decepai-lhes a mão, como castigo de tudo quanto tenham cometido.'' (Alcorão Sagrado 5:38).
''Quanto à adúltera e ao adúltero, vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.'' (Alcorão Sagrado 24:2).
Assim, a partir dos versículos acima citados, fica perfeitamente patente que a Lei Islâmica aplica, indiscriminadamente, os mesmos castigos a ambos os transgressores, homem e mulher.
O Islam Realmente Honrou a Mulher
O Islam exaltou generosamente a mulher, honrou-a e tratou-a com civilidade, quer como criança e adolescente, quer como esposa e mãe.
a) - Como Criança e Adolescente:
Antes do advento do Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), o mundo degradou a mulher e, praticamente, baniu-a. Ela tinha sido atirada para tão profundo abismo, que parecia não haver esperança na sua redenção. O Islam lutou acirradamente contra esta injustiça, sublinhando que a vida precisava tanto do homem como da mulher. A mulher não foi criada para ser ridicularizada e banida, como o homem, a mulher tem o seu propósito e direito à existência, e a Natureza está a alcançar o seu objetivo com a ajuda de ambos, homem e mulher, conforme reza o Alcorão:
"A Deus pertence a Soberania dos céus e da terra. Ele cria o que deseja. Dá filhas a quem deseja e dá filhos a quem deseja; ou dá-lhes aos pares machos e fêmeas, e torna estéril a quem deseja, pois Ele é Sábio e Poderoso.'' (Alcorão Sagrado 42:49-50)
Onde todas as outras religiões privam a mulher de todos os direitos, até ao de viver, o Islam garante-lhe os mesmos direitos que ao homem. O Islam também avisa aqueles que pretendem retirar-lhes os seus direitos, serão, seguramente, responsáveis perante Deus no Dia do Julgamento.
''Quando as almas forem reunidas, quando a filha, sepultada vida, for interrogada: Por que delito foste assassinada?'' (Alcorão Sagrado 81:7-9).
O Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), instituiu numerosas instruções a favor da mulher. Favores que ela não podia obter mesmo dos auto-denominados apoiantes modernos dos direitos da mulher. O Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), disse:
''Deus proibiu-vos a desobediência às vossas mães, a recusa a sancionar direitos, a acumulação de riqueza de qualquer maneira (halal e haram = lícito e ilícito) e o enterro de filhas vivas." (Al Bukhari).
Ele disse, igualmente:
"Um homem que tem uma filha e não a despreza, não a enterra viva, nem prefere o seu filho em detrimento da sua filha, Deus admiti-lo-á no Céu." (Abu Daud).
Sobre Fatimah o Profeta disse:
''A minha filha é a minha carne, qualquer problema com ela causará a minha dor." (Bukhari e Muslim).
Os ensinamentos Islâmicos revolucionaram o pensamento daqueles homens que enterravam as suas filhas vivas, e que não sentiam qualquer vergonha ao fazê-lo. Começaram a amar e a alimentar as suas filhas. Aqueles que no passado tinham recusado a abrigar as suas próprias filhas, tornaram-se os guardiães das filhas de terceiros.
Por ocasião da Batalha de Uhud, o pai de Jabir, disse-lhe:
"Meu filho, eu posso ser martirizado na batalha que se avizinha; se isso acontecer, aconselho-te a tomares conta das minhas filhas."
Assim aconteceu, Jabir, que ainda era novo, desposou uma viúva que tinha à sua responsabilidade as sua irmãs. O Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), perguntou-lhe:
"Porque é que não casaste com uma mulher jovem?''
Ele respondeu:
"Ó Rassulullah (Mensageiro de Deus)! O meu pai foi morto na Batalha de Uhud, deixando atrás de si nove filhas, que são minhas irmãs. Por isso, escolhi tal mulher para o meu casamento que pudesse tomar bem conta delas."
O Profeta disse: "Agiste bem." (Al Bukhari).
Estes são exemplos que a história de outras religiões não podem apresentar, o Islam é a única religião que honrou a mulher, desde a sua infância até à sua morte.
b)- Como Esposa:
O casamento é a união legal entre um homem e uma mulher para toda a vida e, por conseqüência, não tem como objetivo ser uma ligação temporária. É por isso que, no Islam, o "mutah", ou seja casamento temporário, é proibido.
Assim, o casamento no Islam é compartilhado pelas duas metades da sociedade, e os seus objetivos, para além de perpetuar a vida humana, são o bem-estar emocional e a harmonia espiritual. A sua base é o amor e a misericórdia. Entre os versículos mais impressionantes do Alcorão, sobre o casamento, está o seguinte:
''Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos.''(Alcorão Sagrado 30:21).
Esta é uma importante definição da relação existente entre esposo e esposa, através do casamento, espera-se que encontrem tranqüilidade na companhia um do outro, limitados, não somente pela relação sexual, mas, também, pelo amor e misericórdia. Tal descrição inclui carinho mútuo, consideração, respeito e afeto.
Existem numerosas tradições, particularmente as narradas por Aicha esposa do Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), que fornecem uma clara visão interna do modo como o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), tratava as suas esposas, e da forma como estas o tratavam.
O aspecto mais relevante, sobre este assunto, é o da evidência do cuidado e respeito mútuos das relações matrimoniais. Não existe qualquer servilismo por parte das esposas, existem quase tantas referências ao Profeta em levar a cabo determinadas ações de modo a agradar às suas esposas, como as há destas a retribuírem-lhe a atenção. O Alcorão refere-se às esposas de uma forma geral, num outro capítulo, dizendo:
''Elas são vossas vestimentas e vós o sois delas.'' (Alcorão Sagrado 2:187).
Por outras palavras, assim como o vestuário fornece calor, proteção, decência e elegância, também o marido e a esposa oferecem a cada um intimidade, conforto e proteção para não cometer adultério, ou outro tipo de ofensa.
Tudo isto vai de encontro ao que foi retirado do Alcorão, de que um dos mais importantes objetivos dos regulamentos que orientam o comportamento e relações humanas, é o de preservar a unidade familiar, de tal modo que a atmosfera de tranqüilidade, amor, misericórdia e consciência de Deus, se possa desenvolver e florescer para o benefício do marido e da esposa, bem como das crianças nascidas do matrimônio.
É evidente que, onde as outras religiões condenaram a mulher, o Islam honrou-a. O Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) elevou a posição da mulher e forneceu-lhe um lugar respeitável no seio da sociedade humana.
C)- Como Mãe:
O Islam considera deveras importante a bondade para os pais a seguir à adoração de Deus. O Alcorão refere:
''O decreto de teu Senhor é que não adoreis senão a Ele; que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; não os reproveis, nem os rejeiteis; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. '' (Alcorão Sagrado17:23).
Mais do que isto, o Alcorão Sagrado contém recomendações especiais relativas ao correto tratamento a ter em relação às mães.
''E recomendamos ao homem benevolência para com os seus pais. Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e sua desmama é aos dois anos. (E lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais, porque retorno será a Mim.'' (Alcorão Sagrado 31:14).
Numa família muçulmana, no que diz respeito à honra, o Islam ordenou que se honrasse a mãe mais do que o pai, a irmã mais do que o irmão, e a filha mais do que o filho.
Certo homem dirigiu-se ao Profeta perguntando: "Ó Mensageiro de Deus! Quem, de entre as pessoas, é a mais merecedora da minha companhia?" O Profeta respondeu: ''A tua mãe". O homem retorquiu: "Depois, quem mais?" Só então o Profeta Muhammad disse: "O teu pai". (Bukhari e Muslim).
Ainda existe o famoso dito do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele):
"O Paraíso encontra-se aos pés das mães" (Nassal Ibn Majah, Ibn Hanbal).
Ele também disse:
"É o generoso (em caráter) aquele que é bom para as mulheres, e é fraco aquele que as insulta"."Deus ordena-nos que tratemos as mulheres de uma forma nobre, pois que elas são nossas mães, filhas e tias."
d)- Direito de Escolher um Marido:
De acordo com a Lei Islâmica, a mulher não pode ser forçada a casar sem o seu consentimento, não é legal que um tutor force uma moça adulta a casar-se. Ninguém, nem mesmo o pai, ou o soberano, pode, legalmente, casar uma mulher adulta sem a permissão desta, seja ela virgem, ou divorciada.
Ibn 'Abbas narrou que uma jovem dirigiu-se ao Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) e relatou que o seu pai a tinha forçado a casar-se sem o seu consentimento. O Profeta deu-lhe a escolher entre aceitar o casamento, ou invalidá-lo. (Ibn Hanbal).
Para além de todas as prevenções relativas à sua proteção durante o tempo do matrimônio, o Islam decreta, especificadamente, que a mulher tem todo o direito ao seu "Mahr" (dote). As regras para a vida de casado no Islam são claras e encontram-se em harmonia com a verdadeira natureza humana. No tocante aos aspectos psicológico e fisiológico do homem e da mulher, cada um possui iguais direitos e exigências sobre o outro, à exceção de um tipo de responsabilidade o do chefe. Este é um assunto natural de qualquer vida em comum, e que é consistente na natureza do homem. Por isso, o Alcorão declara:
"E elas (as mulheres) têm direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas, condignamente; mas os maridos conservam um grau (de primazia) sobre elas.'' (Alcorão Sagrado 2:228).
Tal grau é "Qiwamah" (a manutenção e a proteção), isto refere-se à diferença natural entre os sexos, que sujeita o sexo fraco à proteção. Tal não implica qualquer tipo de superioridade, ou de vantagem, perante a lei. Todavia, o papel masculino de chefe em relação à sua família, não significa a prepotência do marido sobre a sua esposa.
Para além dos seus deveres básicos como esposa, existe o direito que é, vivamente, recomendado pelo Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) e vem sublinhado no Alcorão, o tratamento amistoso e companheirismo.
''Harmonizai-vos entre elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes.'' (Alcorão Sagrado 4:19).
O Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) disse:
"O Melhor entre vós é aquele que for melhor para a sua família; e eu sou o melhor entre vós para a minha família."
"Os Crentes mais perfeitos são os melhores em conduta, e os melhores de entre vós são aqueles que são melhores para as suas esposas." (Ibn Hanbal).
"Quanto mais cívico e amistoso for um Muçulmano para com a sua esposa mais perfeita é a sua fé. " (Tirmidhi).
''A mulher" - disse ele - ''É a rainha da sua casa."
Para o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) a mulher não é "um instrumento do Demônio", mas, sim, uma "Muhsanah" (uma fortaleza contra Satanás).
Antes do advento do Islam, a união matrimonial do homem e da mulher tinha sido vista com desaprovação, tendo sido considerada como depreciativa para o homem em algumas religiões. Mas o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) deitou abaixo todas estas considerações, de uma vez por todas:
"O casamento está no meu destino, e quem declinar este meu caminho, não é meu apoiante (ou seja não é meu seguidor).'' (Bukhari e Muslim).
Assim como é reconhecido o direito à mulher de decidir sobre o seu casamento, também é reconhecido o seu direito a procurar finalizar um matrimônio mal sucedido.
e)- Direito de Pedir o Divórcio:
Apesar de, no Islam, o casamento não ser uma relação temporária, sendo considerado para durar toda a vida, a sua dissolução será inevitável se ele falhar ao servir os seus propósitos. É nessa altura que surge o divórcio.
Devemos esclarecer que, no Islam, o divórcio é o último recurso quando todos os esforços conciliatórios falharem. A propósito do divórcio, o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) avisou com veemência:
"De todas as coisas legais, o divórcio é a mais detestável aos olhos de Deus. "
O Islam não confina o direito ao divórcio só ao homem ou à mulher, se a mulher não se sente segura, ou feliz com o seu marido, ou se este é cruel para ela, ou se tornou impossível viver a o seu lado, ela tem o direito de procurar o divórcio através de um Tribunal Muçulmano, sendo tal tipo de divórcio denominado de "Khul'ah". Em qualquer dos casos, mesmo que o divórcio seja concedido, ela deve ser tratada amistosamente. O Alcorão diz:
''O divórcio revogável só poderá ser efetuado duas vezes. Depois, tereis de conservá-las convosco dignamente ou separar-vos com benevolência. Está-vos vedado tirar-lhes algo de tudo quanto lhes haveis dotado'' (Alcorão Sagrado2:229).
O Vestuário da Mulher Muçulmana
No presente, o grande mal do mundo é o nudismo, que tem influenciado bastante as já confusas mentes humanas, subministrando os ilimitados meios da sensualidade. A mulher já é, na aparência, suficientemente atraente e charmosa; se a isso acrescentarmos a nudez, então a confusão será enorme, tornando ao homem muito difícil controlar as suas paixões.
Assim sendo, o Islam condena todos os tipos e fontes do mal que levem à imoralidade e destruam a sociedade humana. O propósito de usar o vestuário é o de se precaver das conseqüências demoníacas da nudez, bem como o de manter a decência na sociedade.
É sinal de profunda ignorância o pensar-se que a nudez é o chamamento da modernização, com efeito, o nudismo é, o convite da cultura Ocidental sem Deus. Nada tem a ver com o termo "Moderno", o Islamismo é o modo de vida mais moderno. Ele permite, não somente o avanço nas ciências e tecnologias modernas, como encoraja todos os esforços canalizando-os para a obtenção de conhecimento em qualquer parte do mundo.
Uma vez que o Islam se dedicou a elevar a posição da mulher na sociedade, assim como a sua honra e a sua dignidade, no mesmo sentido ele recomenda à mulher que se vista decentemente; o que é recomendado no próprio interesse dela. A mulher Muçulmana pode casar-se com um só homem em qualquer altura que seja, não havendo espaço para a poliandria no Islam.
Se ela é a senhora de um marido, em particular, será realmente descabido, da sua parte mostrar o seu corpo, beleza, ou encanto, a outro homem. Se ela não se veste decentemente, e caminha seminua em público, qualquer homem perverso a seguirá com más intenções, mas, quando ela coloca o vestuário Islâmico, ou seja, um "hijab" próprio, qualquer pessoa, que se encontre sob a influência do demônio, terá de pensar duas vezes antes de se aproximar dela. E isto é o que diz o Sagrado Alcorão:
''Ó Profeta, dize a tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos fiéis que (quando saírem) se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas; sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.'' ( Alcorão Sagrado 33:59)
''Dize às fiéis que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem; que cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos.'' (Alcorão Sagrado 24:31)
É claro, também, que a intenção do vestuário é o de conceder beleza e graça, assim como a de servir de proteção contra os efeitos climáticos. Mas o intuito principal do vestuário é o de cobrir aquelas partes do corpo que devem estar resguardadas. Deus colocou a modéstia e a timidez na natureza humana, assim, a tendência para se ser modesto, e não exibir as suas próprias partes privadas, é inerente à natureza humana. É por isso que, quando Adão e Eva foram despidos do seu vestuário divino, eles cobriram de imediato os seus corpos com as folhas das árvores do Paraíso.
''Ó filhos de Adão, enviamos-vos vestimentas, tanto para dissimulardes vossas vergonhas, como para o vosso aparato; porém, o pudor é preferível! Isso é um dos sinais de Deus, para que meditem.''(Alcorão Sagrado 7:26)
Ao nos vestirmos, devemos nos lembrar que as roupas são uma benção e uma oferta de Deus, com as quais Ele contemplou, somente, os humanos. Elas foram negadas a todas as outras criaturas, por isso, devemos expressar a vossa gratidão a Deus, por este favor especial. Contemplados que somos com esta distinta dádiva, não devemos, nunca, atuar de modo contrário aos decretos de Deus sobre o vestuário, ou demonstrar ingratidão.
A piedade é o melhor ornamento, e significa pureza de espírito bem como uma correta aparência física. Por outras palavras, O Islam pretende que useis um vestuário do tipo prescrito pela Chari'ah para as Mulheres crentes, vestuário esse que não faça transparecer a arrogância ou o orgulho, nem permita que seja dada uma aparência masculina. O vestuário deve, na realidade, ser um emblema da boa conduta e devoção a Deus. Deve atuar, estritamente, em conformidade com as regras incluídas na Chari'ah, respeitantes ao vestuário feminino.
Uma mulher Muçulmana nunca deve usar vestuário transparente, que torne o seu corpo visível, nem tão-pouco usar um vestido muito justo que faça a sua figura ficar proeminente e sedutora, pois que, dessa forma, ela estaria nua, apesar de aparentar estar vestida. O Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) alertou, firmemente, este tipo de mulheres imodestas de um castigo severo:
"Tais coquetes estão condenadas ao Inferno (as que parecem nuas, apesar de aparentarem estar vestidas); elas atiçam as outras, e são por outras aliciadas, as suas cabeças assemelham-se a corcovas de camelos, por causa da sua postura de coquete. Tais mulheres não entrarão no Paraíso, nem terão sequer um ligeiro "cheiro" deste, apesar da fragrância do paraíso poder ser saboreada de muito longe." (Riadhus-Salihin).
O Hijab
A mulher Muçulmana deve, igualmente, cobrir-se com um lenço, e manter a sua cabeça e peito velados, ela não deverá usar um lenço (ou resguardo, ou véu) de material transparente que permita vislumbrar o seu cabelo. O objetivo do lenço é o de cobrir os seus pontos de beleza. O Todo-Poderoso diz:
''...que cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos.'' (Alcorão Sagrado 24:31)
Recordando esta injunção de Deus, a mulher Muçulmana deverá seguir, escrupulosamente, o propósito do Mandamento Divino, e não deverá, jamais, desrespeitar a Ordem de Deus, ao usar apenas um pequeno bocado de tecido à volta do seu pescoço. Igualmente, ela não deverá usar seja o que for que a ridicularize.
Aspecto Econômico
1)- Direito de Posse Independente:
O Islam decretou para a Mulher o direito de posse independente, de acordo com a Lei islâmica, é inteiramente reconhecido o direito da Mulher ao seu dinheiro, aos seus bens de raiz, ou às suas outras propriedades. Este direito não é dependente de ela ser solteira, ou casada. Ela retém todos os direitos para comprar, vender, amortizar, ou alugar qualquer das suas propriedades. A este respeito, o Alcorão observa:
''Não ambicioneis aquilo com que Deus agraciou uns, mais do que aquilo com que (agraciou) outros, porque aos homens lhes corresponderá aquilo que ganharem; assim, também as mulheres terão aquilo que ganharem. Rogai a Deus que vos conceda a Sua graça, porque Deus é Onisciente.'' (Alcorão Sagrado 4:32).
É por causa deste direito de posse independente, que ambos os mandamentos de Zakat e de Hajj se tornaram obrigatórios para as mulheres que possam ter recursos para esses efeitos.
2)- Direito à Herança:
De maneira a consolidar o aspecto econômico da mulher, além de lhe garantir o direito à posse independente, o Islam garantiu, também, o direito à herança de seus pais, parentes, marido e descendentes. O Alcorão diz:
''Aos filhos varões corresponde uma parte do que tenham deixado os seus pais e parentes. Às mulheres também corresponde uma parte do que tenham deixado os pais e parentes, quer seja exígua ou vasta, uma quantia obrigatória. '' (Alcorão Sagrado 4:7).
Aqui, a partilha é absolutamente dela e ninguém pode reclamar alguma coisa da mesma, inclusive o seu pai e os seus parentes; nem mesmo o seu marido. A sua parte é, na maioria dos casos, metade da parte do esposo, sem qualquer implicação de que ela seja inferior ao homem. Esta variação nos direitos hereditários é apenas consistente com as variações nas responsabilidades financeiras do homem e da mulher, de acordo com a Lei Islâmica.
O homem, no Islam, é inteiramente responsável pela manutenção da sua esposa, de seus filhos e, em alguns casos, dos seus parentes com certas necessidades, especialmente os do sexo feminino. Esta responsabilidade não é nem, renunciada, nem reduzida, por causa da saúde da sua mulher, ou devido ao seu acesso a alguma remuneração proveniente do trabalho, renda, lucro, ou de outros meios legais.
A mulher, por outro lado, está muito mais segura economicamente, e encontra-se muito menos sobrecarregada em relação a reclamações sobre as suas riquezas. Os seus bens, pré e pós matrimoniais, não são transferidos para o seu marido, e ela até mantém o seu nome de solteira. Após o casamento, ela não tem qualquer obrigação de gastar dos seus bens, ou dos seus rendimentos, seja com ela, seja com sua família. A metade da partilha dos bens que a mulher herda pode, deste modo, ser considerada generosa, visto que se destina só para ela.
Para elucidar este ponto, tomemos um exemplo: um pai de dois filhos - um rapaz e uma moça - faleceu e deixou 300 reais. De acordo com a Lei Islâmica da Herança, na ausência de outros herdeiros legais, a filha será titular de 100 reais, e o filho de 200 reais. Quando atingirem a maioridade e pensarem em casar, o jovem rapaz será obrigado a pagar um dote à sua mulher. Neste caso, ele terá que gastar parte do dinheiro da sua herança, e fica, ainda, obrigado a manter a sua família e a incorrer em todas as despesas neste sentido.
Em relação à jovem, (irmã do jovem rapaz referido) quando se casar, será intitulada a receber um dote de seu marido; previamente ela já tinha herdado 100 reais (da herança do pai falecido) e, agora, receberá mais algo proveniente do dote do seu marido, perfazendo um total bastante razoável. E, nunca será obrigada a gastar nada do seu dinheiro, por muito rica que ela seja, uma vez que o seu marido é responsável por a manter e aos seus filhos, enquanto ela for sua esposa. Será contraditório afirmar que o seu dinheiro aumentou, enquanto o do seu irmão diminuiu, ou desapareceu Completamente? Então, quem realmente beneficiou mais da herança? O filho, ou a filha?
Dificilmente se, poderá negar que, um exame minucioso à Lei Islâmica da herança, dentro do estudo geral dos princípios da Chari'ah, não só revela justiça mas, também, uma certa abundância de compaixão pela mulher.
Conclusão: Quando o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) tomou posse do Ofício Profético em 610 (Era Cristã), a maioria das nações Européias debatiam arduamente a natureza da mulher:
"Será que ela era realmente humana? Terá alma? Poderá Ter fé? Poderá ela adorar? Poderá ela ser recompensada por Deus da mesma forma que o homem? Poderá ela ser admitida no Paraíso? Poderá ela possuir bens? Poderá ela ter direito à herança? Em resumo, deverá ela ser tratada como um ser humano, ou apenas como um boneco nas mãos do homem?"
Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) o Guia da humanidade, que numa época em que nenhum país, nenhum sistema, e nenhuma religião dava qualquer direito, ou respeito à Mulher, solteira ou casada, esposa ou mãe; que num país onde o nascimento de uma filha era considerado uma calamidade, assegurou à mulher direitos que, à mulher Ocidental, no século XX, são concedidos de uma forma relutante e sob pressão, pelo Ocidente "civilizado"; e isso merece a gratidão da humanidade.
Se Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) nada mais tivesse feito do que emancipar a mulher, a sua reivindicação para ser o maior benfeitor da humanidade teria sido incontestável. Não será, então, malícia por parte de alguns críticos Ocidentais para com o salvador da espécie feminina (que devolveu à mulher a sua posição devida na sociedade), tornando-o como seu inimigo?
Dizemos isto porque, mesmo hoje, no século XX, como no ano 610 quando Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) tomou a seu cargo o Ofício Profético, as pessoas desviadas do Ocidente continuam a proferir pensamentos maléficos sobre o Islam.
3)- Direito ao "Mahr" (Dote):
Para além de todas as precauções para a sua proteção na altura do casamento, o Islam decretou, especificamente, que a mulher tem o pleno direito ao seu "mahr" (dote), um presente matrimonial que lhe é oferecido pelo seu marido, sendo incluído no contrato nupcial, e que tal posse não se transmite ao seu pai, irmão, ou esposo.
O conceito de "mahr'' no Islam não é nem um preço atual, nem um preço simbólico da mulher (como, foi o caso em certas culturas), mas será, antes de mais, um presente simbolizando de amor e afeto.
O "mahr" no Islam não é como o velho dote Europeu, que era ofertado por um pai à filha na altura do casamento, tornando-se propriedade do futuro marido.
Nem o "mahr" Muçulmano é semelhante ao "preço" da nora Africana, que era pago pelo noivo ao pai da noiva, como forma de pagamento ou compensação.
Pelo contrário, o "mahr" Muçulmano é um presente matrimonial do noivo à noiva, ficando este presente como exclusiva propriedade dela.
O Alcorão diz:
''Concedei os dotes que pertencem às mulheres.'' (Alcorão Sagrado 4:4).
4) Direito ao Emprego:
Quanto ao direito da mulher de procurar emprego, deveria tornar-se claro que o Islam vê o seu papel na sociedade como mulher e mãe, um papel sagrado e essencial. Nem as empregadas, nem as amas podem substituir a mãe no seu papel de educadora de uma criança. Tal papel, tão nobre e vital, que afeta largamente o futuro das nações, não pode ser levado de uma forma tão "leviana".
Não obstante, não existe qualquer regra no Islam que proíba a mulher de procurar o emprego sempre que para tal haja necessidade, tendo em conta as normas islâmicas de castidade, e assegurando-se que estas estão a ser respeitadas e, especialmente, em cargos que se coadunem com a sua própria natureza, onde a sociedade dela mais necessita.
Mesmo então, o Islam ensina o princípio da divisão do trabalho, destina trabalho algo enérgico e duro, fora da casa, ao homem, tornando-o responsável pela manutenção da família. Olha para o lar como a principal preocupação da mulher, delegando-lhe o cuidado da casa, a responsabilidade da educação e a vigilância das crianças um encargo que forma o mais importante item na tarefa da construção de uma nação. E ambos devem trabalhar em espírito de harmonia simpatia e amor. Ao fim e ao cabo, ambos têm a sua parte a desenvolver na vida, sendo a da mulher mais relevante tanto em importância como em nobreza. Pois que, se o homem se gaba de ganhar dinheiro, fabricar computadores, aviões, foguetes e mísseis, a mulher deverá, logicamente, silenciá-lo ao lembrar-lhe que ela é a parceira indispensável no criação do próprio Homem. Assim sendo, torna-se evidente que o aspecto econômico da mulher é mais seguro no Islam do que em qualquer outra religião.
O Seu Dever Sagrado
A mulher, na verdadeira acepção Islâmica, é um relicário de santidade em contraste com o Cristianismo, onde ela é olhada como fonte do mal. Com uma só palavra o Profeta Muhammadsaws2.gif (1107 bytes) (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele) elevou-a ao mais alto pedestal, quando disse: ''A mulher é a rainha da casa" e decerto "O Céu encontra-se sob os pés da tua mãe".
Sob os ensinamentos do Cristianismo, se a primeira mulher (Eva) trouxe o Inferno eterno, no Islam ela abriu a porta do Paraíso! Durante os últimos anos, tem havido luta permanente entre os dois sexos, relativamente aos seus respectivos direitos e obrigações; mas, poderão os advogados do Movimento Modernista reivindicar melhor posição para a mulher, do que já lhe foi concedida pelo Islam?
O Mundo deve saber e aceitar a verdade de que nenhuma outra fé, ou cultura, deu à mulher tantos direitos e preservou a sua honra e castidade, como o Islam o fez. Pierre Crabbites, no seu artigo sobre"Coisas que Muhammad fez pela mulher'' observa:
''A mulher muçulmana é uma força canalizadora, modelada por Muhammad há 13 séculos atrás, que assegurou às mães, mulheres e filhas do Islam, uma ordem e dignidade que ainda não está geneticamente assegurada às mulheres, pelas leis do Ocidente.''